
Vícios: tabaco, álcool, cocaína, etc. São exemplos de vícios químicos. Vícios em que o corpo exige e a mente cede. No entanto, existem vícios piores que os químicos. Existem vícios psicológicos. Em que só a mente exige, necessita e faz o corpo pedir algo que de facto não precisa.
Talvez chama-los de piores não seja correcto. Mas um facto é que são mais difíceis de sair, mais viciantes. Passo a explicar: Um alcoólico está viciado no álcool, como é óbvio, está viciado nesses “escape”. A cura não é fácil, é certo. O corpo ressente-se na ausência do álcool. Mas é possível.
Agora imaginem alguém que é viciado, por exemplo, em roubar. Sim! Um cleptomaníaco. Ele está viciado nesse estímulo. Um estímulo que lhe proporciona prazer, satisfação e posteriormente remorso e culpa. Apesar dos sentimentos negativos posteriores volta a roubar porque o prazer que sente é muito satisfatório e está viciado nesse estímulo. Muitos de vocês podem não saber, mas a cleptomania não tem cura, ao contrário do alcoólico, o cleptomaníaco tem de lutar para o resto da vida contra o seu vício, que nesse caso, é uma doença. Mas todo o vício é doença, porque é dependência, compulsão.
Quem fala do cleptomaníaco fala de outros. Os jogadores compulsivos, os auto-manipuladores, os compradores compulsivos, os viciados em sexo… e toda uma data de compulsões são vícios difíceis de largar.
Um estudo concluiu que um viciado em jogos tem poucas probabilidades de vir a conseguir jogar um jogo virtual sem se voltar a viciar. Um auto-mutilador terá sempre a vontade de se cortar a qualquer problema. Enfim… à sempre o risco de voltar a cair em vício.

Alguns devem estar a pensar. “Eu jogo e não estou viciado!”; “Eu tenho um fascínio por facas e não me corto com elas!”; “Eu adoro comprar”; “Eu já roubei uma borracha…”; “Eu não vivo sem chocolate!” ... E já chega. - Fiquei chocada com essa. Que horror, que raio de pessoa perversa rouba uma borracha? É que sinceramente…
Eu percebo porque estão a pensar em vocês e no que já fizeram e todas as dúvidas e incertezas. A questão é que um vício só o é quando não fazer, não ceder ao que queremos porque nos está a prejudicar e essa abstinência gera ansiedade, irritabilidade, angústia, insegurança e toda uma série de sentimentos semelhantes, ai sim, estás viciado.
Um viciado quer alimentar o seu vício, quer ceder e fazê-lo e só admite que está viciado quando já existem danos na sua vida. Quando tem dificuldades em se concentrar, fica ansioso quando não o faz, só quer fazer aquilo e pronto. Afinal, que tem de mal? Não é droga, certo?
Pois, não é droga, mas é um vício. E um vício é uma coisa má, não achas?
Primeiramente, devo dizer que existem muitas ideias erradas do conceito “vício”. Há pessoas que fumam lá de vez em quando e não estão viciadas. Existem pessoas que podem fumar um pouco mais e já são. Um vício é a necessidade e não só a vontade. Não é o apetece, é o preciso. É a forma de “resolver ” os problemas, porque é o caminho mais fácil.
Se adoras fazer compras, mas compras coisas que não usas e passas a vida a ir trocar coisas porque mal olhaste para aquilo que compraste ou porque só compraste porque estavas mal, e se isso é recorrente, então precisas de ajuda, porque tens um problema.
Agora, se só gostas de ir ás compras porque vez coisas giras e compras algumas coisas giras. Então tudo bem.
Pronto, espero que por essa altura já tenha conseguido explicar o que é realmente um vicio.
Já agora, se és um viciado em chocolate, não sejas egoísta, partilha. Eu adoro chocolate. Não precisas de comer todo o chocolate do mundo, ok?
Passando ao particular. Existem estereótipos de pessoas viciadas.
São pessoas que já experienciaram alguma situação traumatizante, em muitos casos, e refugiam-se em vícios, também porque não são lá muito boas a lidar com os seus sentimentos e emoções.

O viciado tem como estereotipo ser uma pessoa ansiosa, setressada, com vergonha e remorso em relação ao seu vício e há a presença de um “vazio” que é preenchido pelo vício. Procuram compensar uma carência emocional que podem nem ter consciência que têm.
São pessoas inseguras, mesmo que possam aparentar confiança. Recorrendo ao vício para superar essa insegurança e problemas de auto-estima, afectividade e insatisfação.
Por isso se ficares insatisfeito com esse artigo vai-te tratar. Ora, nunca estás feliz com nada, também… Chatice.
Um viciado não tolera bem as frustrações e desilusões. É impaciente e idealista. Sonhando alto, com metas difíceis ou mesmo impossíveis de alcançar, tendo fracassos inevitáveis por esse motivo.
A já muito referida ansiedade é uma imagem de marca de um viciado. Em todos artigos que li e conhecimentos que adquiri sei que a ansiedade é uma coisa inevitável num vicio. Mas fala-se de uma ansiedade exagerada e não a ansiedade normal vivenciada por todos.
Essa ansiedade leva a uma impulsividade que pode levar a uma coisa do género lutar ou fugir, pode-se dizer que é uma ansiedade flutuante.
São pessoas com medos e temores. Todos temos, mas pronto… Vamos dizer que são só os viciados para não estarmos a nos ofender, ok?
Bom… Essas pessoas alimentam uma imagem. Deixam passar algo que na verdade não são para reprimir a sua baixa auto-estima e sensação de inutilidade.
Um viciado, que é mesmo viciado e que se consola a ser viciado. Porque há pessoas que até adoram os seus vícios. Adoram que as suas vidas estejam destruídas e que estejam dependentes de algo. Essas pessoas não conseguem manter amizades duradouras e sentem-se muito sós.
Realmente devem adorar os seus vícios…
São sensíveis ao ponto de guardarem rancor, um rancor inevitável a eles. E dependem de alguém. A carência é que os leva a serem dependentes. Não concordo plenamente com isso, mas sim, segundos os psicólogos são dependentes. Não é totalmente descabido.
Bom… também são estranhos, impacientes, arrogantes ou irritados.
Não só de traços de personalidade se identifica um viciado. Se tu és viciado ou conheces algum, sabes disso.
Já agora, não te vicies em coisas estúpidas. Oh! Espera! Os vícios são estúpidos. Tu não és estúpido mas os vícios sim!
Voltando ao tema: Também dos comportamentos se pode identificar um viciado.
Os comportamentos de um viciado caracterizam-se por: escolhas impulsivas; uma constante procura de excitação e novas sensações; sentem-se alienados da sociedade; valorizam comportamentos desviantes ou não-conformistas (são mesmo uns insatisfeitos, caramba!); falta de paciência.
E não tenho paciência para dizer mais nada. Caramba, és mesmo tão chato sempre a ler. Pára de ler e vai-te drogar. Desde que não me chateies. Seja como for não dás valor ao que faço (Brinco).
Alguns vícios podem estar associados a transtornos de personalidade. Claro que isso não se trata de uma regra mas de algo que tem alguma tendência a acontecer.
O certo é que as pessoas não gostam de ser confrontadas com os seus vícios. “Tas viciado, meu!” ; “Vê lá se não queres que te parta a cara…”; (Reagem de forma defensiva ou com raiva).
Enquanto uns comportam-se de forma imprudente, estando deprimidos ou tomar más decisões, outros podem conseguir gerir muito bem as suas vidas.

Nota importante: Uma pessoa pode ter traços da personalidade de um viciado e não sê-lo. Nem significa que possa vir a ser. São apenas características que são um sinal de alerta, mas que não são tudo.
O que acho importante disso é que se alguém se identificar com o que leu e acha que realmente tem um problema tente superá-lo e que de facto consiga. Eu acredito num mundo melhor. Vive nesse mundo.
1 comentário:
qualquer um de certeza tem um vicio é mesmo asim, mas acho que o vicio tambem e estupido tal como dizes muito bom este texto adorei continua xDiogo Moniz
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