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Eterna Mortal

As palavras escritas são eternas, os seus autores, por outro lado, são meros mortais. Sendo eu mortal e minhas palavras eternas, que eu seja "Eterna Mortal".

sábado, 24 de abril de 2010

Vícios


Vícios: tabaco, álcool, cocaína, etc. São exemplos de vícios químicos. Vícios em que o corpo exige e a mente cede. No entanto, existem vícios piores que os químicos. Existem vícios psicológicos. Em que só a mente exige, necessita e faz o corpo pedir algo que de facto não precisa.
Talvez chama-los de piores não seja correcto. Mas um facto é que são mais difíceis de sair, mais viciantes. Passo a explicar: Um alcoólico está viciado no álcool, como é óbvio, está viciado nesses “escape”. A cura não é fácil, é certo. O corpo ressente-se na ausência do álcool. Mas é possível.
Agora imaginem alguém que é viciado, por exemplo, em roubar. Sim! Um cleptomaníaco. Ele está viciado nesse estímulo. Um estímulo que lhe proporciona prazer, satisfação e posteriormente remorso e culpa. Apesar dos sentimentos negativos posteriores volta a roubar porque o prazer que sente é muito satisfatório e está viciado nesse estímulo. Muitos de vocês podem não saber, mas a cleptomania não tem cura, ao contrário do alcoólico, o cleptomaníaco tem de lutar para o resto da vida contra o seu vício, que nesse caso, é uma doença. Mas todo o vício é doença, porque é dependência, compulsão.
Quem fala do cleptomaníaco fala de outros. Os jogadores compulsivos, os auto-manipuladores, os compradores compulsivos, os viciados em sexo… e toda uma data de compulsões são vícios difíceis de largar.
Um estudo concluiu que um viciado em jogos tem poucas probabilidades de vir a conseguir jogar um jogo virtual sem se voltar a viciar. Um auto-mutilador terá sempre a vontade de se cortar a qualquer problema. Enfim… à sempre o risco de voltar a cair em vício.

Alguns devem estar a pensar. “Eu jogo e não estou viciado!”; “Eu tenho um fascínio por facas e não me corto com elas!”; “Eu adoro comprar”; “Eu já roubei uma borracha…”; “Eu não vivo sem chocolate!” ... E já chega. - Fiquei chocada com essa. Que horror, que raio de pessoa perversa rouba uma borracha? É que sinceramente…
Eu percebo porque estão a pensar em vocês e no que já fizeram e todas as dúvidas e incertezas. A questão é que um vício só o é quando não fazer, não ceder ao que queremos porque nos está a prejudicar e essa abstinência gera ansiedade, irritabilidade, angústia, insegurança e toda uma série de sentimentos semelhantes, ai sim, estás viciado.
Um viciado quer alimentar o seu vício, quer ceder e fazê-lo e só admite que está viciado quando já existem danos na sua vida. Quando tem dificuldades em se concentrar, fica ansioso quando não o faz, só quer fazer aquilo e pronto. Afinal, que tem de mal? Não é droga, certo?
Pois, não é droga, mas é um vício. E um vício é uma coisa má, não achas?
Primeiramente, devo dizer que existem muitas ideias erradas do conceito “vício”. Há pessoas que fumam lá de vez em quando e não estão viciadas. Existem pessoas que podem fumar um pouco mais e já são. Um vício é a necessidade e não só a vontade. Não é o apetece, é o preciso. É a forma de “resolver ” os problemas, porque é o caminho mais fácil.
Se adoras fazer compras, mas compras coisas que não usas e passas a vida a ir trocar coisas porque mal olhaste para aquilo que compraste ou porque só compraste porque estavas mal, e se isso é recorrente, então precisas de ajuda, porque tens um problema.
Agora, se só gostas de ir ás compras porque vez coisas giras e compras algumas coisas giras. Então tudo bem.
Pronto, espero que por essa altura já tenha conseguido explicar o que é realmente um vicio.
Já agora, se és um viciado em chocolate, não sejas egoísta, partilha. Eu adoro chocolate. Não precisas de comer todo o chocolate do mundo, ok?
Passando ao particular. Existem estereótipos de pessoas viciadas.
São pessoas que já experienciaram alguma situação traumatizante, em muitos casos, e refugiam-se em vícios, também porque não são lá muito boas a lidar com os seus sentimentos e emoções.

O viciado tem como estereotipo ser uma pessoa ansiosa, setressada, com vergonha e remorso em relação ao seu vício e há a presença de um “vazio” que é preenchido pelo vício. Procuram compensar uma carência emocional que podem nem ter consciência que têm.
São pessoas inseguras, mesmo que possam aparentar confiança. Recorrendo ao vício para superar essa insegurança e problemas de auto-estima, afectividade e insatisfação.
Por isso se ficares insatisfeito com esse artigo vai-te tratar. Ora, nunca estás feliz com nada, também… Chatice.
Um viciado não tolera bem as frustrações e desilusões. É impaciente e idealista. Sonhando alto, com metas difíceis ou mesmo impossíveis de alcançar, tendo fracassos inevitáveis por esse motivo.
A já muito referida ansiedade é uma imagem de marca de um viciado. Em todos artigos que li e conhecimentos que adquiri sei que a ansiedade é uma coisa inevitável num vicio. Mas fala-se de uma ansiedade exagerada e não a ansiedade normal vivenciada por todos.
Essa ansiedade leva a uma impulsividade que pode levar a uma coisa do género lutar ou fugir, pode-se dizer que é uma ansiedade flutuante.
São pessoas com medos e temores. Todos temos, mas pronto… Vamos dizer que são só os viciados para não estarmos a nos ofender, ok?
Bom… Essas pessoas alimentam uma imagem. Deixam passar algo que na verdade não são para reprimir a sua baixa auto-estima e sensação de inutilidade.
Um viciado, que é mesmo viciado e que se consola a ser viciado. Porque há pessoas que até adoram os seus vícios. Adoram que as suas vidas estejam destruídas e que estejam dependentes de algo. Essas pessoas não conseguem manter amizades duradouras e sentem-se muito sós.
Realmente devem adorar os seus vícios…
São sensíveis ao ponto de guardarem rancor, um rancor inevitável a eles. E dependem de alguém. A carência é que os leva a serem dependentes. Não concordo plenamente com isso, mas sim, segundos os psicólogos são dependentes. Não é totalmente descabido.
Bom… também são estranhos, impacientes, arrogantes ou irritados.
Não só de traços de personalidade se identifica um viciado. Se tu és viciado ou conheces algum, sabes disso.
Já agora, não te vicies em coisas estúpidas. Oh! Espera! Os vícios são estúpidos. Tu não és estúpido mas os vícios sim!
Voltando ao tema: Também dos comportamentos se pode identificar um viciado.
Os comportamentos de um viciado caracterizam-se por: escolhas impulsivas; uma constante procura de excitação e novas sensações; sentem-se alienados da sociedade; valorizam comportamentos desviantes ou não-conformistas (são mesmo uns insatisfeitos, caramba!); falta de paciência.
E não tenho paciência para dizer mais nada. Caramba, és mesmo tão chato sempre a ler. Pára de ler e vai-te drogar. Desde que não me chateies. Seja como for não dás valor ao que faço (Brinco).
Alguns vícios podem estar associados a transtornos de personalidade. Claro que isso não se trata de uma regra mas de algo que tem alguma tendência a acontecer.
O certo é que as pessoas não gostam de ser confrontadas com os seus vícios. “Tas viciado, meu!” ; “Vê lá se não queres que te parta a cara…”; (Reagem de forma defensiva ou com raiva).
Enquanto uns comportam-se de forma imprudente, estando deprimidos ou tomar más decisões, outros podem conseguir gerir muito bem as suas vidas.

Nota importante: Uma pessoa pode ter traços da personalidade de um viciado e não sê-lo. Nem significa que possa vir a ser. São apenas características que são um sinal de alerta, mas que não são tudo.
O que acho importante disso é que se alguém se identificar com o que leu e acha que realmente tem um problema tente superá-lo e que de facto consiga. Eu acredito num mundo melhor. Vive nesse mundo.
Publicada por Unknown à(s) 17:45 1 comentários

sábado, 17 de abril de 2010

Porque é Azul o Céu?

............................... ..
No meio de imensidão de cores e diversidade de tons, porque é azul o céu?
Um eterno de profundo e infinito azul, interrompido pela luz das estrelas, dos cometas, das galáxias e sabe-se lá que mais.

Azul…Azul claro, escuro, com tons de cinza. Ás vezes laranja, por segundos ao por do Sol verde, na aurora, das mais belas e diversas cores. Porquê azul? Porque respondes que é azul o céu se te perguntarem? Porque te entregas ao mais comum e não te entregas e delicias com o mais raro e menos frequente?

Azul… Sim! É azul! Mas porquê? E se é azul porque não o está sempre? Porque muda ou porque tem esse tom ou lhe foi dado?

Se do Sol vêm todas as cores, vemos o Sol dourado porquê? Não é estranho o Sol não ser azul?! Se não é, então é estranho que o céu não seja dourado?!
Será do mar? Será que o céu se fez azul pelo mar? Com tanto mar e tanto do seu azul não me espanta, mas porquê? Porque se faria o céu de azul e não de verde como a mais Bela paisagem ou vermelho para aumentar a beleza de uma rosa?

Talvez não seja pela beleza. Será porquê então? Falta de opção não foi na certa! Ou talvez seja… Não! Se assim fosse seria dourado e não azul.
O próprio mar rouba verde à castanha terra para ter mais cor. Tal como o céu também dizes que mar é azul. Azul?! O mar tem tantas cores. Corais, peixes, bichos tais e sabe-se lá que mais.

Não entendo essas cores. Não entendo a existência de tanto azul para tanto verde.

Céu azul, mar também e verde toda a vegetação. Toda não. Mas se te perguntar, verde dirás. No entanto, com tanto azul nunca vi bicho feito dessa cor. Então… Porquê azul?

Ai que me zango. Até a minha aura está azul, a felicidade é representada por azul e tanto olho azul é considerado o mais belo olho com a mais bela cor. Ora… como se pode admirar uma cor tão vista?

Escrevo a caneta azul, sobre linhas azuis e sobre o azul. Ah! E a encadernação do caderno é azul.

Bolas que perseguição ou obsessão tem o mundo por essa cor!

O que há de vermelho? Flores.

O que há de amarelo? Flores.

O que há de verde? Folhas.

A natureza que se estende pela terra banha-se na diversidade de cores e o céu limita-se a uma e achamo-la a mais bela cor apesar de a estarmos sempre a ver.

Termino agora de escrever sobre o azul hoje, belo dia de céu aberto… azul. Visto um casaco azul e calças também, questionando-me a mim e a ti, porque é azul o céu?
Publicada por Unknown à(s) 11:51 1 comentários

sábado, 10 de abril de 2010

A drogada


Ansiedade, desejo, ansiedade, pressa, ansiedade crescente, uma picada e …prazer. Prazer que corre pelas veias. Veneno que corre sem ter pernas e que mata sem ter armas, porém, é vida, sente-se vida a explodir sob a pele. Prazer total.

A miúda sem nome está drogada. A miúda sem vida está drogada. A puta está drogada. Aquele lixo está drogado. Mais uma drogada, que interessa? Interessa! Interessa sim! Ela é o lixo de alguém. Alguém que a deitou fora.

A miúda sem nome amou. Agora odeia.

A miúda teve uma vida feliz e contente. Era acarinhada e bem tratada. Sempre feliz e sorridente. Vivi-a para a família e amigos. A sem nome antes era Maria, agora não, agora não tem nome, não tem família, não tem amigos.

A miúda sem vida já respirou. Agora inala.

A miúda amou e foi amada. Foi amada. Lutadora derrotada. Uma miúda apaixonada. Uma drogada. Antes cheirava as sobremesas da sala, agora leva com os cheiros desagradáveis da rua na cara. Perdeu família. Desistiu de amigos.

A puta confiou. Agora não.

A puta inspirava harmonia. Harmonia que desvanecia, mas existia. A puta lutou, tentou, falhou. Gritos, socorros, desesperos. A puta tentou mas falhou. E só o cheiro a fumo restou do churrasco que ditou o começo.

O lixo não o era. Agora foi entregue ao destino.

O lixo confiou. O lixo se entregou no desespero confiando. O lixo foi traído. Mais gritos, força, um estalo ou dois, “cala-te”, “pára”, “não te mexas” e “não me faças isso”,” puta”,” por favor pára”. Tornada em lixo. Atirada para o contentor e levada para um caminho, o caminho que ditou o fim.

Entregue ao nada e sem nada, entregue à sombra e à ausência de luz, Maria perdeu o nome, pois perdeu importância, pois perdeu vida, pois perdeu esperança e perdeu-se no meio de tudo, perdeu-se no meio de nada e está perdida para sempre na sua triste e cheia mente, cheia de tudo e de nada, pois está drogada, morta. Morta está também sua família. Arde a droga na colher, arderam os seus no inferno. Suga a seringa a droga, injecta a drogada na veia. Corre o sangue, mata-lhe o sangue a cada batida do coração. Não! Não tem! Não tem salvação, encontrou solução. Morta está toda a família.
Publicada por Unknown à(s) 15:40 2 comentários

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Poema de Élio Branco

"Já não sou herege
Minha Nume

Sou teu libado na quimera
E tua homilia faz-me fraquear em anelo
Te locrarei a lacuna
E em deleito cotejo
Exsuda a Nume ficará

Tornaste-me adátilo com garras
Tornei-te lasciva utopia

Élio Branco"

Autora: Verónica Moscatel
Publicada por Unknown à(s) 17:25 1 comentários

Um Pouco Do meu Livro


Ultimamente tenho tido imensas ideias.
Uma publicidade para a Betadine: “A busca pela pele saudável”. Pois… É óbvio que foi inspirada na casa de banho. Quando estou lá acho que as minhas ideias são todas boas. Incluindo essa. Mas também fico com a ideia que sei cantar, por isso…
Também ando com ideias para comentar filmes. Como a estrutura, algumas piadas que não fazem rir, frases de marca ditas pelos autores feias como tudo. Mas como não ando muito atenta nos filmes, não convém.
Agora, o que vou realmente falar é sobre o meu livro.
Ando a escrever um livro desdo verão. É intitulado de Arco-Íris Sem Cor. Fala sobre um homem que perdeu a mãe e os amigos se afastaram dele e ficou sozinho. Ele interessa-se por uma rapariga que vê no café em que toma o pequeno-almoço e fica fascinado com a sua beleza invulgar, uma beleza real, triste e apagada. Nem ele percebe porquê, mas ela atrai-o.
Após vários dias ele atrevesse a ir falar com ela. Descobre então que ela é cega.
Passam a falar-se todas as manhãs e quando ela não aparece os dias dele ficam menos coloridos.
Lia começa a rir e a gostar de falar com Pedro. E quando a casa dele sofre um incêndio ele vai morar para casa de Miranda, uma amiga de liceu que está, na altura, ligada à empresa em que ele trabalha.
Miranda é uma mulher sedutora e torna a vida dele muito interessante. Fugosa e com um desejo imparável gasta muitas energias de Pedro. Esse, levanta-se muito cedo para ir ao café falar com Lia. Passando as noites com Miranda que lhe arrancava a roupa, e as manhãs com Lia que lhe desenhava um sorriso só por existir.
Isso tornou-se desgastante. E quando Pedro se cansou de ser um brinquedo para Miranda foi morar para a casa da Lia.
Graças a Pedro, Lia volta a ser uma artista. Antes pintora, agora cega e escultora. Criando imagem palpáveis e ainda mais belas.
Mas esse romance não termina aqui – nem eu ainda terminei o livro - . Algo acontece. Pedro perde Lia. E ele não pode culpar ninguém, senão a si.
Perdendo mais uma pessoa que amava, sente-se condenado á solidão. E a esperança vem de quem ele menos espera. Élio, o apaixonado de Lia, trá-la de volta.
Será ela a mesma? Ficaram juntos?
As perguntas são boas, as respostas é que não vão ser dadas nesse blog.
Publicada por Unknown à(s) 17:09 2 comentários
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