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Eterna Mortal

As palavras escritas são eternas, os seus autores, por outro lado, são meros mortais. Sendo eu mortal e minhas palavras eternas, que eu seja "Eterna Mortal".

domingo, 21 de março de 2010

Crepúsculo


Olá!
Bem, hoje estou muito inspirada, estou mesmo com aquele vontade de escrever, de me entregar às letras e ao som das teclas. Assim sendo, decidi que estava na altura de finalmente dar a minha opinião sobre umas das obras mais lidas da actualidade. O romance que encantou, atrevo-me a dizer, milhões de mulheres e, surpreendentemente, até homens gostaram. Estou a falar do Crepúsculo.
Tenho de começar por dizer que estava muito entusiasmada com o livro o ano passado. Li o livro todo num dia. Comecei bem cedo, pelas seis da manhã, e terminei antes do meio dia. Não leio depressa ao contrário do que pensam. Leio sem parar, mal pestanejo para dizer a verdade.
Manifesto de antemão o meu desagrado com o final. Depois de ler as últimas palavras - linda frase - devo dizer, procurei por mais. Mas não. Não havia mais. Foi uma das desilusões.
Não tinha de facto grandes expectativas, estava só curiosa por descobrir o porquê de tantos fãs. Ao ler o livro não consegui perceber.
Durante o livro fiquei com a ideia que tinha sido uma miúda de quatorze anos. Mas deduzi que como é uma espécie de diário e a personagem é uma adolescente fosse suposto parecer isso.
Quanto ao facto de haver uma falta de originalidade muito grande não encontrei justificação. Sei que pode ser considerado um grande insulto, mas é um facto. Muitas das situações soaram-me terrivelmente familiares. E parece-me que a autora estava a escrever uma fantasia sua e não um livro, uma sem história com algum fundo, sem alguma intenção, sem compaixão.
Digo isso baseando-me entre muitas coisas, na situação de voyer do Edward. Ele vigiava-a a dormir e, posteriormente, dormiu agarradinho a ela. Sem dúvida que até é uma ideia agradável, um homem lindo agarradinho a nós. Imagino isso antes de adormecer, por isso digo que me soa a uma fantasia da autora. O que não tem mal nenhum. Mas percebo porque a personagem é tão… patética. Pronto, já disse. Também é só uma personagem.
Repara bem, a miúda é má a desporto, é insociável, estica o cabelo todos os dias e fica com ele liso o dia inteiro apesar de estar a viver num sítio tão húmido e chuvoso – que cabelo obediente – está sempre com uma cara séria e carrancuda, que era suposto afastar os rapazes por ser intimidador, afinal os adolescentes temem a rejeição, no entanto, a miúda até é concorrida. Rejeitou vários convites para o baile.
Se por um lado a personagem é patética, por outro até simpatizo com ela. Perto dela sinto-me mais confiante. Afinal acordo todos os dias estico a franja e poucas horas depois não se nota que a estiquei, devo viver numa ilha muito seca, hoje por acaso está a chover, outra vez.
Olha, sou má a desporto. Sou parecida à Bella. Mas não levo com uma bola em todas as aulas de educação física, é só às vezes.
Infelizmente até tenho amigos e estou sempre a rir. Por isso acho que não sou merecedora de um vampiro. Que chatice, vou ter de viver uma vida sem lenços e cachecóis.
Passando à frente. No quarto ou quinto livro, uma das bíblias, podemos encontrar a famosa noite de Edward e Bella. Pronto, foi a coisa que mais odiei. Várias páginas a descrever uma - desculpa a expressão - uma foda.
Ou eles demoraram muito ou a autora é virgem e sonhou com aquilo a vida toda.
Por favor… Uma noite que é suposto ser tão especial não devia ser assim violada. Escrever tantos detalhes torna-a vulgar, soou-me a um conto erótica foleiro.
Quando ela descreveu um orgasmo eu fiquei com cara de parva. É o tipo de coisa que não se descreve, vive-se. Como uma carícia deliciosa, basta dizer que foi maravilhosa, não a descrevemos como um arrepiar reconfortante que se expande pela pele. É desnecessário e estúpido.
Penso também que nessas situações tão importantes num livro, menos é mais. Dá a oportunidade ao leitor de despertar a sua imaginação e imaginar o que aconteceu de acordo com os seus ideais. A autora limitou essa possibilidade.
Acredito que a senhora agarrou-se ao que estudou, mas só isso não chega. Sim, acredito que seja licenciada em literatura inglesa. Mas também acredito que algumas pessoas deviam limitar-se a ler e admirar quem sabe escrever. No caso desta senhora, ela para ser uma boa escritora falta-lhe talento.
Surpreendeu-me o sucesso do livro. Mas depois de umas pesquisas sobre a mente humana, algumas coisas sobre literatura e consultando umas revistas construi a minha teoria.
O mundo está em crise, e durante o percurso da história, os vampiros nesses tempos ganham o interesse do leitor.
Os vampiros são possuidores de uma beleza assombrosa. De pele clara, olhos cintilantes e lábios encarnados, uma mistura de perigo e sedução. Eles são imortais e mostra-nos o quanto samos vulneráveis, damos assim mais valor à vida. Temos esse privilégio porque eles o permitem, nesse mundo de fantasia. Eles vivem na linha entre a inocência e a maldade. O amante protector e o assassino, o predador. O condenado, o eterno, o místico, o mistério, todo um fascínio em volta deles.
Numa coisa a autora foi extremamente inteligente, Edward é um predador, ele deseja o sangue de Bella, deseja-a como alimento. Mas não o faz. Ele controla-se por não a matar quando era tão mais fácil o fazer. Luta por resistir-lhe.
Admita-mos, até que é uma ideia interessante saber que só o nosso cheiro atrai uma dessas criaturas tão belas e fascinantes. Eles desejam-nos. “Homens” e “mulheres” de uma beleza assombrosa desejam-nos, que interessa se nos querem matar e sugar-nos o sangue?
Portanto Setephanie Meyer publicou a sua saga na altura certa. Ressuscitou uma versão moderno do Dracúla.
Não gostei foi de ela ter reinventado os vampiros. Mudar a mitologia. Não dormem?! Clãs?! Super poderes?! Não basta serem vampiros? Devem ter sido atingidos por material radioactivo, tal como o super homem. Não gostei disso. Os vampiros são um mito, fazem parte da mitologia, há pessoas que se dedicam ao estudo da mitologia e não acho bonito que ela se ache no direito de reinventar uma ideia que definitivamente não começou com ela.
Os gajos jogam basebol. Há mais alguma coisa para dizer? É uma ideia tão idiot… Sabes que mais? Nem me vou dar ao trabalho. Simplesmente não vou dizer mais nada sobre o livro a não ser: já li muito melhor.
[Não sou formada, por isso a minha crítica é do mais amador que há. Mas é a minha opinião, fria e crua.]
Publicada por Unknown à(s) 13:18

2 comentários:

Anónimo disse...

Sem duvida que é uma critica À Moacatel ! xDDD



"Sem papas na boca" (; E sim... está espectacular !

Verónica C.

23 de março de 2010 às 12:00
Anónimo disse...

a critica pode ou nao ser boa mas o mais importante de tudo e que critcicaste lool Diogo

10 de abril de 2010 às 04:31

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