
Olá!
Bem, hoje estou muito inspirada, estou mesmo com aquele vontade de escrever, de me entregar às letras e ao som das teclas. Assim sendo, decidi que estava na altura de finalmente dar a minha opinião sobre umas das obras mais lidas da actualidade. O romance que encantou, atrevo-me a dizer, milhões de mulheres e, surpreendentemente, até homens gostaram. Estou a falar do Crepúsculo.
Tenho de começar por dizer que estava muito entusiasmada com o livro o ano passado. Li o livro todo num dia. Comecei bem cedo, pelas seis da manhã, e terminei antes do meio dia. Não leio depressa ao contrário do que pensam. Leio sem parar, mal pestanejo para dizer a verdade.
Manifesto de antemão o meu desagrado com o final. Depois de ler as últimas palavras - linda frase - devo dizer, procurei por mais. Mas não. Não havia mais. Foi uma das desilusões.
Não tinha de facto grandes expectativas, estava só curiosa por descobrir o porquê de tantos fãs. Ao ler o livro não consegui perceber.
Durante o livro fiquei com a ideia que tinha sido uma miúda de quatorze anos. Mas deduzi que como é uma espécie de diário e a personagem é uma adolescente fosse suposto parecer isso.
Quanto ao facto de haver uma falta de originalidade muito grande não encontrei justificação. Sei que pode ser considerado um grande insulto, mas é um facto. Muitas das situações soaram-me terrivelmente familiares. E parece-me que a autora estava a escrever uma fantasia sua e não um livro, uma sem história com algum fundo, sem alguma intenção, sem compaixão.
Digo isso baseando-me entre muitas coisas, na situação de voyer do Edward. Ele vigiava-a a dormir e, posteriormente, dormiu agarradinho a ela. Sem dúvida que até é uma ideia agradável, um homem lindo agarradinho a nós. Imagino isso antes de adormecer, por isso digo que me soa a uma fantasia da autora. O que não tem mal nenhum. Mas percebo porque a personagem é tão… patética. Pronto, já disse. Também é só uma personagem.
Repara bem, a miúda é má a desporto, é insociável, estica o cabelo todos os dias e fica com ele liso o dia inteiro apesar de estar a viver num sítio tão húmido e chuvoso – que cabelo obediente – está sempre com uma cara séria e carrancuda, que era suposto afastar os rapazes por ser intimidador, afinal os adolescentes temem a rejeição, no entanto, a miúda até é concorrida. Rejeitou vários convites para o baile.
Se por um lado a personagem é patética, por outro até simpatizo com ela. Perto dela sinto-me mais confiante. Afinal acordo todos os dias estico a franja e poucas horas depois não se nota que a estiquei, devo viver numa ilha muito seca, hoje por acaso está a chover, outra vez.
Olha, sou má a desporto. Sou parecida à Bella. Mas não levo com uma bola em todas as aulas de educação física, é só às vezes.
Infelizmente até tenho amigos e estou sempre a rir. Por isso acho que não sou merecedora de um vampiro. Que chatice, vou ter de viver uma vida sem lenços e cachecóis.
Passando à frente. No quarto ou quinto livro, uma das bíblias, podemos encontrar a famosa noite de Edward e Bella. Pronto, foi a coisa que mais odiei. Várias páginas a descrever uma - desculpa a expressão - uma foda.
Ou eles demoraram muito ou a autora é virgem e sonhou com aquilo a vida toda.
Por favor… Uma noite que é suposto ser tão especial não devia ser assim violada. Escrever tantos detalhes torna-a vulgar, soou-me a um conto erótica foleiro.
Quando ela descreveu um orgasmo eu fiquei com cara de parva. É o tipo de coisa que não se descreve, vive-se. Como uma carícia deliciosa, basta dizer que foi maravilhosa, não a descrevemos como um arrepiar reconfortante que se expande pela pele. É desnecessário e estúpido.
Penso também que nessas situações tão importantes num livro, menos é mais. Dá a oportunidade ao leitor de despertar a sua imaginação e imaginar o que aconteceu de acordo com os seus ideais. A autora limitou essa possibilidade.
Acredito que a senhora agarrou-se ao que estudou, mas só isso não chega. Sim, acredito que seja licenciada em literatura inglesa. Mas também acredito que algumas pessoas deviam limitar-se a ler e admirar quem sabe escrever. No caso desta senhora, ela para ser uma boa escritora falta-lhe talento.
Surpreendeu-me o sucesso do livro. Mas depois de umas pesquisas sobre a mente humana, algumas coisas sobre literatura e consultando umas revistas construi a minha teoria.
O mundo está em crise, e durante o percurso da história, os vampiros nesses tempos ganham o interesse do leitor.
Os vampiros são possuidores de uma beleza assombrosa. De pele clara, olhos cintilantes e lábios encarnados, uma mistura de perigo e sedução. Eles são imortais e mostra-nos o quanto samos vulneráveis, damos assim mais valor à vida. Temos esse privilégio porque eles o permitem, nesse mundo de fantasia. Eles vivem na linha entre a inocência e a maldade. O amante protector e o assassino, o predador. O condenado, o eterno, o místico, o mistério, todo um fascínio em volta deles.
Numa coisa a autora foi extremamente inteligente, Edward é um predador, ele deseja o sangue de Bella, deseja-a como alimento. Mas não o faz. Ele controla-se por não a matar quando era tão mais fácil o fazer. Luta por resistir-lhe.
Admita-mos, até que é uma ideia interessante saber que só o nosso cheiro atrai uma dessas criaturas tão belas e fascinantes. Eles desejam-nos. “Homens” e “mulheres” de uma beleza assombrosa desejam-nos, que interessa se nos querem matar e sugar-nos o sangue?
Portanto Setephanie Meyer publicou a sua saga na altura certa. Ressuscitou uma versão moderno do Dracúla.
Não gostei foi de ela ter reinventado os vampiros. Mudar a mitologia. Não dormem?! Clãs?! Super poderes?! Não basta serem vampiros? Devem ter sido atingidos por material radioactivo, tal como o super homem. Não gostei disso. Os vampiros são um mito, fazem parte da mitologia, há pessoas que se dedicam ao estudo da mitologia e não acho bonito que ela se ache no direito de reinventar uma ideia que definitivamente não começou com ela.
Os gajos jogam basebol. Há mais alguma coisa para dizer? É uma ideia tão idiot… Sabes que mais? Nem me vou dar ao trabalho. Simplesmente não vou dizer mais nada sobre o livro a não ser: já li muito melhor.
[Não sou formada, por isso a minha crítica é do mais amador que há. Mas é a minha opinião, fria e crua.]
2 comentários:
Sem duvida que é uma critica À Moacatel ! xDDD
"Sem papas na boca" (; E sim... está espectacular !
Verónica C.
a critica pode ou nao ser boa mas o mais importante de tudo e que critcicaste lool Diogo
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