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Eterna Mortal

As palavras escritas são eternas, os seus autores, por outro lado, são meros mortais. Sendo eu mortal e minhas palavras eternas, que eu seja "Eterna Mortal".

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Beijos do Além


Casa modesta, antiga e sombria. Decorada com loiças frágeis e de tão pouco valor material. Um relógio partido em cima da mesa de café raramente usada e as janelas pintadas de gotas de chuva. Ecoava em toda a casa o som da chuva e do vento.

Acto único.

Cena 1

Sofia – (Sentada junto a uma janela olhando a chuva com um ar mais chuvoso que o tempo.) Como é incrível como os céus sentem o mesmo que eu. - Chove mais em minha alma do que na lama. Mas no meio de tanta chuva já me falta lágrimas para derramar sobre o já derramado pelo céu.

Cena 2

Filipa – (Irrompendo pela porta como um trovão de luz numa noite negra.) Chove a potes. Estou completamente molhada. Até podia encher um balde de água ao torcer o meu cabelo e dar de beber ao Gustavo. (Sorriu e estremeceu de frio.)

Sofia – Só mesmo tu para saíres com um tempo desses.

Filipa – Ou saia nessa chuva ou esperava pela próxima. - Esse Inverno anda tão chuvoso.

Sofia – É bem verdade. (Abraçou as próprias pernas.)

Filipa – Como é possível passares tanto tempo a sofrer?! Não resolve nada. Só perdes água do teu corpo.

Sofia – Água não me falta para derramar. E ao menos sou honesta no que sinto. Tu pelo contrario…

Filipa – Eu o quê? Ando a fingir que estou bem?! – Enganaste! Não finjo. Simplesmente acho desnecessário estar sempre a sentir o que todos esperam que sinta. A vida é muito curta para ser passada a ver a chuva. E tu devias de compreender isso.

Sofia – Não consigo ser como tu.

Filipa – Minha querida… (Beijou-lhe a testa.) Só vai parar de chover quando as tuas lágrimas secarem. E sabes que esse dia não tarda. Tudo vai acabar bem.

Sofia – O teu optimismo é tão irrealista como reconfortante. (Sorriu.)

Filipa – Que hei-de dizer? É essa a minha maldição.

Sofia – A minha maldição é ter-te na minha vida… sua amaldiçoada.
(Sorriram ambas as cúmplices.)

Filipa – Vou trocar de roupa. Volto já.

Cena 3

Sofia – Como ela tem razão. E só eu sei porque não lha dou. – Não consigo sorrir verdadeiramente sabendo o que sei e que ela devia saber. Mas como é bom vê-la sorrir e habito ver-me chorar. (Limpando uma lágrima denunciadora.) Não lhe posso contar. Isso era destruir o único Sol da minha vida. (A chuva intensificou-se e calou-lhe a voz muda.)

Cena 4

(Filipa entra um pouco alterada e com uma camisola bem quente, no entanto ainda com o cabelo húmido.)

Filipa – Sofia… Onde está o Gustavo?~

Sofia – Não sei. Deve estar lá fora a enterrar algum osso.

Filipa – Vou procurá-lo.

Sofia – Espera! Não vás!

Filipa – Porquê?

Sofia – (Recaindo na tristeza.) Filipa… (Troca de olhares.)

Filipa – Tu não o fizeste?!

Sofia – Fiz! Sabes como odiava aquele cão.

Filipa – (Furiosa.) Tu não o odiavas! Tu tinhas inveja dele! Inveja da felicidade que eu e ele temos e tu és incapaz de ter! Sua invejosa! Eu amava-o mais do que a ti às vezes. Ele era incapaz de ser tão egoísta como tu… ou tão triste e deprimente.

Sofia – (Muito calma, sempre no seu
mundo morto, triste, e calmo. Uma calma nostálgica e triste.) Sempre soube que pensavas isso. Agora disseste-o. Obrigada.

Filipa – Sofia… Como podes ser tão fria?

Sofia – Não sou fria. Soubesses tu o que eu sei e serias bem pior que eu. Lamento a tua perda.

Filipa – (Sorrindo.) Nunca serei triste como tu.

Sofia – Quem sabe se o teu destino é ser mais. (Olhou-a com ternura e a grande tristeza que habitava aquele olhar.)

Filipa – Conheço esse olhar. (Sentou-se junto dela.) O que se passa?

Sofia – (Entregou-lhe uma carta.) Lê.

(Filipa ao ver o remetente.)

Filipa – Quando a recebeste?

Sofia – À uns dias. Lê.

(Á medida que Filipa lia, tudo o resto naquela casa perdia a cor e um holofote de dor se acendeu sobre a sua cabeça fazendo cair de joelhos, cair em lágrimas. Sofia ajoelhou-se também e abraçou as lágrimas que invocou.)

Cena 5

(Desce as escadas um belo jovem, irmão de Filipa e amigo de Sofia.)

Carlos – Que se passa Filipa? (Levantou-lhe o rosto.)

Filipa – A última vez que a mãe segurou uma caneta foi para escrever essa carta. (Tentou recompor-se.) Carlos… Lê-a.

Carlos – “Meus filhos, ambos vós me enchem de desgosto. Tu meu filho, desistis-te de ter uma vida decente e vives como um vagabundo alojada na casa de tua irmã, essa que é o meu maior desgosto como mãe. – Criei-vos e amei-vos à minha maneira, mas sempre vos amei. Nunca esperei foi que se tornassem no lixo que são. (Parou para inspirar coragem.) – Minha filha, é por ti que renuncio parentesco. Não sou tua mãe. Já não. Talvez fosse em tempos, quando eras menina e a tua única vontade era ser alguém na vida, pois não eras ninguém tal como eu não sou. No entanto, como amas essa desgraçada com quem tu e teu irmão partilham tecto, um tecto vergonhoso, que ela te ame de volta, porque eu já não te amo. Beijos meus assassinos. É por vós que morro hoje.” – Meu Deus… (Aterrorizado) Ela matou-se. E por nossa culpa.

Sofia – Por vossa não. Dela. Ela é que não vos soube dar valor.

Carlos – E que valor temos nós. Ela tem razão. Somos uns desgraçados.

Filipa – Não digas isso. ela está morta, mas nós estamos vivos. A nossa vida vale mais que a sua morte. Ela teve uma morte de fracos. Os fracos é que se deixam derrotar e desistem de viver. Eu não derramo nem mais uma lágrima por umna mulher que em tempos foi minha mãe. Já não é mais.

Sofia – Não faças minhas palavras verdade. Não te tornes no gelo que vez em mim.

Filipa – Não é gelo é indiferença. Ela já não fazia parte de nossas vidas e não é com a sua morte que vai fazer.

Carlos – Filipa… E nosso pai? Ele agora está sozinho.

Filipa – Lembraste do que ele disse?

Carlos – Sim, mas foi à tanto tempo. As coisas agora são diferentes. Ele está só.

Filipa – E vai culpar-nos por isso. vai acusar-nos de matá-la. – Queres saber? Que morra ele também.

Sofia – Minha querida, não digas tais coisas. Amo a tua capacidade de perdão. Perdoas todos nesse mundo e és incapaz de tentar perdoar teu pai.

Filipa – Ele me insultou e me magoou. Que pai fala assim com uma filha e a quer de volta? (Para Carlos.) Ele não nos quer, irmão.

Carlos – Que seja ele a decidir isso.

Filipa – Recuso-me a ir.

Sofia – Então fica. Eu e Carlos vamos. Fico no carro que é melhor.

Carlos - Talvez entres. Mas vou amansar a fera. Vamos.

Cena 6

(Ao ver-se sozinha senta-se onde Sofia estava anteriormente. O dia começa a raiar e a luz a entrar. Filipa está com um ar tranquilo.)

Filipa – Por um lado alivia-me saber que fiz bem em não voltar mais á casa de minha infância. - Estou feliz por ter a felicidade que minha mãe nunca teve apesar de ter tudo. Era linda e elegante. Conseguia tudo o que queria, inclusive riqueza. Só não teve vida eterna porque desistiu de viver. - E eu sem nada do que ela teve, tenho tanto. - Tenho meu irmão, a lealdade de meus amigos e amor. Que importa se não é o amor que ela sonhou para mim? Não deixa de ser amor. Um amor que ela nunca teve apesar de meu pai a admirar. (Segurando uma boneca.) Nunca fui criança. Nem isso ela me deixou ser. – Considerou-se minha mãe?! Considerei-a minha dona. Agora que morreu sou dona de mim própria. Sou mulher feita e não criança, mas, ao menos serei verdadeiramente mulher e não a mulher que ela desejaria que eu fosse. – Esperava que chorasse sua morte?! Enganou-se. Nunca lhe daria tal gosto. E foi ingénua por o imaginar. – Chorei sua letra?! Sim! Chorei! Chorei ao reconhecer naquela letra a minha dona. Chorei por reconhecer o desprezo e a falta de sentimentos. Chorei porque ela nunca se deu ao trabalho de nos ver como seres individuais, seus filhos, em vez de apêndices. -Não fomos nós as apêndices que lhe matamos, foi ela por nos arrancar de si a sangue frio e deixar-se esvaziar em sangue. Está morta e bem morta. Finalmente morta. E morta para sempre.

Cena 7

(Entra Carlos e Sofia.)

Sofia – Dormiste bem?

Filipa – Não dormi. Estive a pensar. (Sorriu.) Não tenho mais que pensar.

Carlos – Enganaste-te a respeito do pai. Ele não me tratou mal, nem me acusou de assassino.

Sofia – Até chorei quando vi a cena.

Filipa – Que fez ele?

Carlos – O mesmo que te quer fazer a ti. (Abriu a porta.)

Cena 7

(O pai entra. Um velho fraco e triste ao mesmo tempo que alegre.)

Pai – Minha filha! Como estás bonita. (Emocionado.) Como fui idiota por te perder.

Filipa – (Emocionada e incrédula.) Que fazes aqui?

Pai – Vim ver-te. Não tive coragem antes. Tinha medo do teu rancor. Teu e de teu irmão. (Para Carlos.) Que alegria foi ver-te meu Carlos. (Para Filipa.) E tu minha filha? Perdoas-me?

(Filipa sem palavras ou pensamentos. Sem sentido ou direcção atirasse aos braços do pai num abraço emocionado de saudade, de espanto, de perdão e de amor.)

Filipa – Meu pai. Como tive saudades. Pensei que nunca mais me irias falar. Pensei que tinhas deixado de me amar. Como te amo e como lamento ter-te dado todo e qualquer desgosto.

Pai – Desgosto dei-te eu. Minha filha. O que te disse… Se me pudesses perdoar…

Filipa – (Apertando o abraço.) Perdoei-o mal o vi entrar pela porta de minha casa.

( Abraçaram-se com o último raio de sol a sair do horizonte, beijando de luz aquela falmília. )
Publicada por Unknown à(s) 06:19 1 comentários

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Realiza o Teu Sonho


Escrever, pintar, tocar, cantar, dançar… A arte é feita de artistas. Tu podes ser um.

Se amas a arte e queres ser um artista, eu, como artista (ironia), posso dar-te uns conselhos.

Penso que deves saber que um artista completo é uma pessoa (que descoberta), uma pessoa que desenvolvei zonas especificas da sua personalidade que lhe permitem ser o que tu queres ser. As características principais de um artista são: sensibilidade, compaixão, criatividade e paixão.Para as desenvolveres, antes, tens de compreendê-las.

Quando falo em sensibilidade, refiro-me a sentir as coisas de forma mais intensa, verdadeira ou, simplesmente, haver uma incapacidade de expressão a não ser pela arte.

A compaixão é o que leva o artista a criar para si pensando nos outros. Sempre que crias algo, mesmo que seja o teu diário, pensa que pode ser lido, nem que seja para ser lido por ti (o que é uma boa ideia). Um facto é, se não for apelativo, não é apreciado, logo, arte incompleta.
Claro que não interessa se és sensível e tens compaixão, se te falta criatividade. Sem ela limitaste á arte “copiada”. És um artista incompleto. Um imitador barato que recria o que já foi criado por um verdadeiro artista, ou pelo menos, um artista criativo.

A criatividade é a área que tenho mais desenvolvida. Adoro criar (olha a imagem que fiz XD). Adorar é amar. Amar é paixão. E paixão é essencial a m artista.

Um artista que não ama a arte nunca terá a sensibilidade de ver a mensagem de uma tela ou a magia apaixonante de uma música ou o conforto do cheiro de um livro.

Se já desenvolveste a personalidade, és um artista. Um artista completo?! Não! Para o seres faltam-te algumas coisas, tais como talento.
O talento é inato. Não é adquirido. Ou tens ou não. Há pessoas com jeito para a coisa. E isso nota-se bem cedo e, normalmente, são os outros os primeiros a notar e fazer o potencial artista dessa realidade.
Se tens uma personalidade apta e talento, talvés devesses explorar o teu talento. Aplica-te e forma-te.

A menos que queiras ser o Saramago, aprende a usar as vírgulas da tua arte. Vai para uma escola de arte, tira um curso, forma-te. Estuda e aplica-te. Cria e aprende.

Estou a ser um pouco repetitiva. Mas a ideia é entrar.
Eu confesso que não sou uma artista completa. Para começar não sou formada. Depois, não sei gerir o meu tempo e dedico-me SEMPRE às coisas erradas. Mas sei que sou uma potencial artista e tu também podes ser, se o desejares.

Para terminar. Tens estilo? Essa é uma coisa que podes não ter e ser um artista completo. Mas é óptimo se tiveres porque vai individualizar a tua arte. E ainda mais fantástico era adaptares-te a qualquer estilo, mas se tiveres o teu estilo próprio, tal como Queirós e as suas enormes descrições, parabéns. – Não faças enormes descrições.

E se o teu estilo for pô r mensagens ocultas na tua arte, tal como Leonardo da Vinci, força. Olha para o meu poema como Élio Branco. Se conseguires decifrar a mensagem tiro-te o chapéu… E agradeço. Pois a minha arte só faz sentido lida. E ler não é juntar as vogais e consoantes, é compreender a mensagem.

Pronto… Vai lá à tua vida. Vai formar-te e tornar-te.


Nota: Nesse texto confesso que sou uma artista amadora. Tal como me “comparo ” a Leonardo da Vinci (nada convencida). Se o meu professor de filosofia lesse isso diria que Leonardo da Vinci é um artista incompleto. Sim! O meu professor é um idiota. Faz parte de ser filosofo… e professor.
Publicada por Unknown à(s) 05:50 1 comentários

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Me Confesso: Cresci...

«Quantas vezes já não achaste que os teus pais são tudo aquilo que tu não queres ser? Talvés não sejam assim tão maus. Vá lá… Só porque te dão cabo do juízo não quer dizer que sejam maus pais. Eu é que tive maus pais. Aquele tipo de pais que só soube fazer os filhos e na parte de criar chumbou o exame. De certeza que como eu há mais.

Tenho muitas cenas lindas graças a eles. Imagina como te sentias se os teus pais se esquecessem do teu aniversário… outra vez.

Muito lindo, não?

Na verdade, não é assim tão mau, se virmos que o jantar nunca foi feito ou o almoço foi sempre adiado para o jantar… o jantar que não foi feito, estás a ver?

É difícil estudar para um teste com os pais a discutir na cozinha, é impossível cala-los e difícil tomar um duche para relaxar quando não há água quente ou simples sabão. Era impensável falar nisso com os amigos porque eu tinha vergonha. Tinha vergonha de ser julgado ou que julgassem os meus pais, tal como eu fazia interiormente.

Mas até os amava.

Quando o meu pai saia depois de uma discussão e a minha mãe ficava agarrada a uma garrafa a chorar. Eu ficava sentado nas escadas a ouvir e sentia pena. Sei que fica mal para um rapaz dizer isso, mas eu ficava a chorar nas escadas sem saber como ajudar e cheio de pena e ódio, ao mesmo tempo que a amava mais que tudo.

Também amava o meu pai.

Quando ele me levava para caçar - adorava caçar com ele - ele estava mesmo empenhado em me impressionar e me fazer rir. Ficava com pena dos coelhos, mas ficava tão feliz com o ar de satisfação do meu pai quando me via com um ao ombro.

São dos bons momentos que guardo.

Também não posso esquecer quando a minha mãe decidia fazer um bolo e me chamava. Nessa altura já estava bêbeda, mas que interessa. Sorria e brincava e sujava-me com a massa. E no fim, com a cozinha um caos maior que a sua mente, sentávamo-nos no chão a raspar a massa crua da pana enquanto o bolo cozia.

Infelizmente esses bons momentos não anulam todos os maus momentos. Todas as discussões em que eu ficava esquecido nas escadas. Nem a agonia de não poder fazer nada. O ódio e a raiva que sentia por os amar tanto e eles me fazerem sofrer assim.

Felizmente cresci.

Rui…»


veronikita@live.com.pt - e-mail da autora
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Eu Me confesso: Já Amei...

«O meu nome é Luísa e gostava de saber se tu sabes o que é sofrer mais num minuto do que já se sorriu uma vida?

Eu sei…

E vou partilhar contigo a minha história.

Eu estava a namorar com ele, o Alexandre, à cinco meses quando decidimos ir viver juntos. Estávamos muito felizes, até que começou.

Eu era muito amiga do Miguel, que era seu melhor amigo, e o ciúme começou e foi para valer. Ele não só me proibia de sair como de usar o telefone, nem trabalhar eu podia ir quando ele estava com um ataque de ciúmes. Mas apesar da sua loucura, ele demonstrava tanto amor por mim, e tratava-me bem – às vezes – e eu amava-o… Como é difícil admitir que ele me fez sofrer tanto, pois eu não consigo acreditar que todo o amor, toda a cumplicidade e sonhos que tínhamos juntos não passou de ilusão.

Um dia tudo foi longe demais. Eu tinha saído com o Miguel porque precisava de falar, não lhe contava tudo, pois se o fizesse era capaz de me chamar louca por continuar com o Alexandre, mas contava pequenas coisas e esses pequenos desabafos concederam-me alguma sanidade. Claro que para o Alexandre eu estava a traí-lo e nesse dia… Foi o pior dia de todos.

Quando cheguei a casa ele estava à minha espera. Imaginem o terror que senti quando vi o seu olhar louco de raiva e intolerância a olhar para mim, o seu cachorro domesticado que acabou de infringir uma das suas regras – viver - Ele não disse uma palavra, foi na minha direcção apertou-me o pescoço com uma mão até não aguentar mais com o meu peso, ai, atirou-me para o chão e pontapeou-me como se de uma bola se tratasse, senti o estalar das minhas costelas, partidas por ele. Eu gritava e chorava, implorava que parasse, tudo inutilmente porque ele é que comandava tudo.
Perdi os sentidos quando ele me atirou contra sei lá o quê. Acredito que mesmo inconsciente devo ter levado muito mais.

Ás duas da manhã, quando acordei do meu sono de morte, ele estava a dormir no sofá. Deve ter ficado a olhar para mim a esvaziar-me em sangue, a esperar pela minha morte e adormeceu com a ideia de que me tinha dado o que merecia.

Não sem com que forças levantei-me e fui até casa do Miguel. Ele, o causador de tudo e o meu salvador. Mal a porta se abriu e ele pousou os olhos sobre mim ficou em choque.

- Que aconteceu? Estás bem? Foste assaltada? – Assolou-me em perguntas e cuidados.

- O Alexandre… - Cai, literalmente, em lágrimas.

Ele estava sem saber como ajudar e eu sem saber como ser ajudada. De que adiantava estar ali se nada ia mudar? Pelo menos estava segura estando longe de casa. A minha casa era o sitio mais perigoso que conhecia naquele momento.

O Miguel estava tão assustado como preocupado comigo. Tinha medo sequer de me tocar, medo de me magoar só de respirar para cima de mim.
Contra a minha vontade, lá ele chamou uma ambulância e mais uma vez o homem que amava me fez ir ao hospital.

Com três costelas partidas, cinco pontos na cabeça, alguns danos internos e outros hematomas, estava preocupada com o que seria da nossa vida a dois. Como ia eu olhar para ele? Como ia ele ficar ao saber que eu tinha ido ter com o Miguel? Como iria reagir ao saber que me tinha feito tanto mal?

O Miguel passou a noite comigo no hospital, de manhã, acordei com um polícia do meu lado á espera da minha denúncia. Recusei-me a apresentar queixa. O Miguel prometeu-me que se não o fizesse ele iria mata-lo. Disse isso com tanta raiva e frieza que me convenceu.

Isso foi tudo á cinco anos e ainda me dói saber que vivi na pele uma história assim, logo eu que sempre disse que era incapaz de tolerar uma coisa dessas. Mas tolerei, e tenho marcas que o provam.

Era tudo tão intenso que era difícil distinguir o bom do mau.

Agora sou feliz, tenho uma filha de cinco meses e estou casada e feliz à um ano. Casei-me com um homem que me respeita e me adora e nunca perdi a amizade de Miguel, que agora não só é padrinho da minha filha como é meu melhor amigo para sempre.

Quanto ao Alexandre, viu-o o outro dia no centro comercial com uma jovem. Foi dolorosa tal cena e mexeu comigo a tal nível que fugi dali. É lamentável que ele esteja à solta e já tenha outra vitima em mãos… mas não sei como ajudar…

Luísa de Coimbra»

Qualquer semelhança com a realidade, com a tua ou de algum conhecido, e ficas a saber que existe melhor do que isso à tua espera ou do teu conhecido, sê feliz e/ou faz alguém feliz.

veronikita2live.com.pt - e-mail da autora
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Perdi o Amigo Que Nunca Tive

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Eu e ele éramos muito amigos. As conversas eram animadas, sentia-me à vontade. Havia uma energia muito positiva. Já sentiste aquela sensação de: ”Era capaz de passar horas a falar com essa pessoa”?
Bem… Essa sensação era uma constante. Nunca pensei em nada mais. Ok… Pensei! Mas rejeitei essa opção, porque uma relação, uma mudança, ia estragar tudo, e tudo era tão bom. Tenho pena que tenha acabado.
Perdi um amigo… E isso é muito triste.
Quando soube que ele gostava de mim… Fiquei chocada. Não fazia ideia, pensava que ele era assim… com todas as raparigas. Pensei que era naturalmente… querido. Obviamente estava errada. E sabê-lo foi um choque. Falamos e ao fim de algum afastamento pensei que tudo estava encerrado.
Voltamos a falar, a encontrarmo-nos com frequência. Voltamos a ser amigos… E eu estava feliz por assim ser, por não ter perdido um amigo que me era muito querido. Foi importante para mim saber que por não querer estragar tudo o tinha feito. Mas foi o que de facto aconteceu.
Ao fim de um ano de amizade ele voltou a mostrar o seu interesse por mim, voltou a tentar. Mas a verdade é que nunca tinha perdido as esperanças. Fiquei extremamente frustrada e decepcionada com essa descoberta. Eu tinha dito “Não!” e não tenho por habito brincar com os sentimentos das pessoas, portanto, tinha sido um não sincero, e se fosse ouvido… Quem me dera que tivesse sido ouvido, mas não foi.
Enfim… sem interesse da minha parte numa relação e ele com esperanças… não vi outra opção senão me afastar, embora tivesse pena, afastei-me. Perdi um amigo, em parte por opção, embora sinta que não tive outra escolha. Afinal o que aconteceria? Ele provavelmente sairia muito mais magoado e eu muito mais frustrada e culpada. Culpada da culpa de ver e não agir. Penso que não agir e arrastar a situação só traria infelicidade para ambos e acabaríamos numa daquelas situações em que um sofre debaixo do holofote apagado e outro brilha sobre a vela, a vela que está debaixo do holofote sofrendo. Sofrendo na esperança de que um dia ter a atenção, que o iluminado dê atenção ao que ilumina. Eu não fui capaz de arrastar isso... Que hei-de dizer? Perdi um amigo. Embora pense que ele nunca chegou a sê-lo, pois amigos não são pessoas interessadas em nós fisicamente, não desejam algo físico, uma relação física, desejam pura e simplesmente a nossa companhia.
Dedicado a todos os meus amigos… Adoro a vossa companhia, mas não me toquem! Lol Na binca.

veronikita@live.com.pt - e-mail da autora
Publicada por Unknown à(s) 16:09 1 comentários

Mancha

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Será tela inacabada? .
Será obra começada? .
Será imagem desfocada? .
Não será nada? .
Será mancha? Mancha sobre a mais bela imagem? Mancha sobre nada? Não será nada? .
Será pergunta sem resposta? .
Será dúvida respondida? .
Será obra de artista? .
Será obra de criança? .
Será borrão? .
Não será nada? .
Segundo o artista: "É só tinta sobre tela. Não são assim todos os quadros?"

veronikita@live.com.pt - e-mail da autora
Publicada por Unknown à(s) 03:34 1 comentários

Tela Em Branco

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Branco. Branco sobre branco. Significa a cândura, a inocência. O autor pode querer trnsmitir uma ideia de destino por ddefinir. Que tomamos decisões que nos levam por caminhos. O branco pode ser o princípio, pode ser o fim e pode ser o que está por vir. .
O branco é icognita.A forma uniforme como o branco está espalhado pela tela é a simplicidade da vida, a simplicidade e o seu sentido. Simples. E somos nós que agarramos no píncel e complicamos. E cada um lhe dá um sentido ou a ausência dele. Somos livres, mas condenados, a pintar. .
Segundo o autor: "É só uma tela em branco." Idependentemente da arte ou do artista, do que vez, da relação entre os teus sentidos e a mente é a tua arte és o artista da arte que vez.

veronikita@live.com.pt - e-mail da autora
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Maus-Tratos Em Crianças


Do Bullying à prostituição forçada de menores tudo é horrível. Não sei se é correcto considerar um certo tipo de maus-tratos mais graves que outros. Por exemplo, uma criança que é espancada pelo pai ao ponto de passar a vida no hospital acha a sua situação mais grave que a de um menino que é abusado sexualmente a caminho da escola. Mas na minha opinião, quando uma criança é isolada do mundo, considerada um objecto sexual e lhe é roubado todo e qualquer sonho, quando o seu objectivo é sobreviver, mas a verdade é que a morte era um alívio, essa criança já está de tal modo presa e alterada que não passa de um Zombie. Acho esse sim o nível que se pode considerar o mais grave. No entanto, todo o tipo de maus-tratos é grave pelo simples facto de haver uma criança envolvida.

veronikita@live.com.pt - e-mail da autora
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Eu... Eu Confesso Que Sou Humana


Não sei porque sofro se sou feliz. Não sei porque sou a minha maior inimiga se me amo. Não sei porque não consigo estar livre para dizer o que sinto ou chorar quando preciso. Não sei porque me faltam lágrimas em momentos de grande frustração, impotência, confusão e desilusão.
Não sei muita coisa sobre mim. Mesmo assim, sou a pessoa que melhor me conhece. Sendo assim, sou uma desconhecida. Eu sei.
O ser humano julgasse conhecedor de muito. Conhece o universo, conhece os átomos e as células. Conhece os compostos de muita coisa. Sabe os saberes que são ensinados. E não sabe mais que isso. Limitasse a saber o que é ensinado e o que é experimentado. E o resto? E o realmente importante? O mais provável é nem saberem o que é o mais importante.
O mais importante é apreender a ser. Ser um ser que seja alguma coisa mais que um corpo oco. Ou pelo contrário, um corpo cheio, mas cheio de lixo e más energias. Ninguém nos ensina a ser humanos, ninguém nos ensina a lidar com os nossos sentimentos. Temos cruzes, dores, raivas, medos… Alguém, alguma vez se deu ao trabalho de nos ensinar a lidar com isso?
Algumas pessoas tentam ajudar. Mas dão a ajuda errada. Ajudam a livrar dos problemas. Mas o maior problema de cada um é não saber lidar com os seus problemas. Como se ajuda a livrar desse problema? Não se livra! Porque se pudéssemos livrar-nos dele, isso significaria que nos ajudam da maneira certa. E isso não está certo. Por isso, temos sempre algum problema, nem que seja o facto de existirem problemas, mesmo que não os nossos.
Bem… como as pessoas sofrem com os problemas e não sabem lidar com eles sofrem sempre.
Na sociedade, todos sofrem. Mas nem todos vemos sofrer. Nem todos parecem sofrer. Nem todos sabem sofrer. E não saber sofrer faz parte do problema de não saber lidar com os problemas. Que problema doloroso é esse!
Apesar de tudo o que disse anteriormente estar certo, nem sempre temos consciência de que estamos com problemas, portanto, nem sempre estamos a sofrer conscientemente. E quando não sofremos conhecemos coisas boas nesse mundo. Como o amor.
Como é bom amar. Gostar de alguém e ser gostado. Querer agradar e ser agradado. Querer beijar e ser beijado.
Isso é tudo muito bonito. Até que tomamos consciência de que temos um problema. Samos humanos! E como tal, temos de complicar tudo.
É científico, temos a necessidade de destruir o que mais gostamos. Basta pensares no último prato maravilhoso que tiveste à frente. Lembraste? Estava mesmo com bom aspecto. O que fizeste? Mastigaste tudinho. Outro exemplo é o mundo. Adoramos ser os donos do mundo, adoramos ser o topo da pirâmide. E o que fazemos? Destruímos o mundo.
Somos mesmo humanos.
Voltando ao amor. Voltando á cena em que estão apaixonados.
Tu estás mesmo pelo beicinho. Quando te apercebeste que és humano e tens de complicar tudo. O que fazer? É comum precisares de espaço. Precisares de um tempo. Ou seja, vais ficar sozinho. Pois tempo e espaço é o mesmo que mudar de planeta.
Já reparaste que esse planeta está cheio de gente? É que é mesmo incrível. Olhes para onde olhares só vez pessoas. E mesmo estando cheio de pessoas é tão fácil e comum sentires-te sozinho.
Eu sei que sinto. Posso estar rodeada de pessoas e estou sozinha. Fechada em mim. Fechada na minha mente. E sem grande possibilidade de escapar e pedir ajuda para não voltar a estar presa e só. Afinal, estou sozinha. E se não há ninguém por perto, a não ser os muitos humanos que os meus olhos me mostram, como posso pedir ajuda?
Difícil de responder eu sei. Mas há sempre companhia. Temos sempre companhia quando estamos sozinhos. Confuso? Eu sei. Sei muito apesar de não saber muito sobre o tudo. E sei de que companhia estou a falar.
Pensa na última vez que estiveste em casa sozinho. Não estava ninguém por perto, mas não estavas propriamente mergulhado na tua mente. Estavas livre da tua consciência. Estavas num estado a que chamo, o estado da anormalidade. Que é o estado em que não está tudo mal, mas também não estás em êxtase porque não estás a pensar no que está bem. Nesse momento estavas com a companhia de ti próprio.
É claro que a nossa companhia pode ser deprimente, pois se só estás contigo, tens tendência a pensar. E pensar não é uma boa ideia quando só estamos connosco. Deves ter começado a ficar farto de estar contigo e querer mandar-te embora. “Calar-te.” Quando estás assim – farto da tua voz interior – a tua consciência já está a falar. E quando ela fala… é muito difícil fazê-la parar. Ficas triste, podes até chorar ou simplesmente deprimir.
Mesmo nesse instante, não estás verdadeiramente sozinho. Nesse estado de alma, que chamo de estado de “sei lá o que estou a fazer no mundo”, temos uma companhia muito desprezada e esquecida. Estás na companhia da solidão. E o facto de te sentires sozinho é uma grande companhia. Quanto mais sozinho te sentires, mais companhia tens.
O problema dessa companhia é que nós não lha damos valor. O que a torna um pouco assustadora. E nesse estado de “sei lá o que estou a fazer no mundo” em conjunto com a grande companhia da solidão, remexemos no passado. Lembramo-nos de coisas boas ou más que nos trazem uma nostalgia amarga e ficamos com medo. Os nossos medos vêm ao de cima.
Ao estado em que os nossos pensamentos são “Quero morrer!” e “Só gostava que X pessoa estivesse aqui comigo”. Esse estado é o estado terminal. Estado em que nem a própria solidão tem paciência para nos sofrer e que gostávamos de ter alguém por perto para ver o quão patético samos e como afinal a nossa blusa azul de que tanto gostavam afinal é muito feia se estivermos a usar olheiras de choro como acessório.
Acima de tudo, queríamos alguém que nos amasse nesse momento em que nós não conseguimos. Ou melhor… tu! No momento em que tu não consegues. Afinal estás sozinho. A solidão está contigo, mas não te faz companhia. Virou-te as costas e só não se vai embora porque não encontra saída. E quem me dera a ti virar-te as costas também, mas não consegues imaginar como isso se faz.
Segue-se o medo E no meio de tanta confusão e conflito de ideias, já não sabes o que queres ou do que tens medo.
Afinal como é que tudo começou? Ah! É verdade! Ficaste sozinho em casa. Depois desse episódio de a minha vida é uma treta percebesse porque te envolveste amorosamente numa relação que á partida sabias que não ia dar certo.
No entanto, é possível que nunca tenhas ficado sozinho em casa. Pelo menos sozinho ao ponto de teres tanta companhia. E podes, mesmo assim, conhecer tudo o que falei de forma menos ou mais intensa. Sabes uma coisa? Isso só quer dizer que és humano. Lamento ser eu a dizer-to.
Alguma vez se viu um leão selvagem enrolado em si próprio a deprimir? Ou uma zebra a comer erva para se sentir melhor com o facto de não ser amada? E com certeza que nunca se viu uma raposa ir comprar um casaco de peles porque se achava muito feia.
Os humanos pelo contrário fazem tanta vez isso que pode ser considerado parte do comportamento normal do ser humano.
(...)
Que hei-de dizer? Humanos...

veronikita@live.com.pt - e-mail da autora
Publicada por Unknown à(s) 12:12 1 comentários

Poema De Élio Branco

«Obra-prima da Arte,
Formosa aparição de Nume,
Eterna mortal,
Douta do Dom,
Erudita da perfeição,
Essência que me ateia,
Anseio teu âmago.
Donas dos meus pensamentos voluptuosos, que o teu fulgor me acompanhe esta noite em conjunto com as vestes com que te obsequeio.
Élio Branco»

veronikita@live.com.pt - e-mail da autora. Sim! Autora. Élio branco é só uma personagem, não é real.
Publicada por Unknown à(s) 12:02 1 comentários

A Nossa Deusa


A beleza da natureza é superior a ela própria, pois na beleza da natureza está também a beleza da vida. E na própria vida reside uma beleza suprema. Por sua vez, também a morte tem beleza. Uma beleza fria. Como o Outono. No Outono o chão cobre-se de morte. Mas uma morte de bronze. Linda e delicada morte. Mas trata-se de uma morte com sentido, uma morte que embeleza tudo e apenas deixa morrer para o novo nascer.
No inverno a beleza da chuva a molhar a terra, percorrer os troncos, encher ruidosas ribeiras. O próprio som da chuva e do vento são a melodia da beleza do Inverno. A beleza do som.
Engana-se quem diz que o vento uiva. Ele assobia e canta, a chuva dá ritmo e toda a terra e o que dela pertence escuta. Faz-se um silêncio belo apenas interrompido pelo silêncio da melodia muda.
O belo Inverno só existe porque a terra pede e tudo o que a terra pede é feito, pois ela é a deusa de tudo o que existe cá, nesse mundinho que ao Sol pertence. E este tem a Via Láctea como dona, que é do Universo. Mas como a Terra não conhece o infinito é dona de tudo o que existe, sem dono que se sobreponha. E quem sou eu para a contrariar? Sou sua serva e venero-a como tal. Venero a sua infinita beleza, a única beleza que conheço e a única que existe.
A Primavera chega para o comprovar. Como poderá haver beleza maior que o branco de uma rosa?! Não pode! Nem há beleza maior que a de uma árvore robusta e bela pela velhice. E jamais haverá coisa mais bela que a água. A água que embeleza o Sol ao reflectido para os nossos olhos de servos espectadores.
E a beleza do sabor? Oh! Que beleza mais apreciada. As flores das árvores viram deliciosos frutos. Deliciosos servos que são destinados à boca da terra para germinar mais servos da beleza, mas que nós servos espectadores comemos e nós servos nos servimos e nós espectadores interferimos na vontade da nossa bela deusa que pisamos com os nossos grandes e pesados pés esquecendo que a ela devemos a vida. Pois ela não se esquece o que nos deu, não se esqueço do Dom que desprezamos e pega nele de volta. Come-nos e depois cospe. E seremos a maçã que dela comemos, apodrecendo sempre de volta á sua bela e grandiosa boca. Mas come e rói quantas maças quiseres, não te esqueças é que também tu serás roído.

veronikita@live.com.pt - E-mail da autora
Publicada por Unknown à(s) 11:59 1 comentários
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