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Eterna Mortal

As palavras escritas são eternas, os seus autores, por outro lado, são meros mortais. Sendo eu mortal e minhas palavras eternas, que eu seja "Eterna Mortal".

sábado, 29 de outubro de 2011

Amor é Uma Droga Pesada

Sim, o amor é como uma droga. Quando estamos apaixonados sofremos inúmeras alterações.

- Batimento cardíaco acelerado

-Temperatura corporal aumenta

-Pressão sanguínea diminui

-Pupilas dilatadas

-Tremor nas mãos

- Euforia

- Ficar o tempo todo a pensar na outra pessoa

-Perder a noção de perigo

-Energia excessiva

-Insónias

-Perda de apetite

- Perda de peso

-Aumento dos níveis de glicose

- Maior imunidade

- Maiores quantidades de adrenalina e cortisol no sangue

Na verdade, a paixão ativa as mesmas partes do cérebro que a cocaína. Chocante, não?

Os cientistas acreditam que quando estamos apaixonados os nossos neurotransmissores de dopamina e norepinefrina aparecem em maiores concentrações. Sendo que a dopamina dá motivação, o êxtase, a “obsessão”, além disso também nos faz perder a noção de perigo. A norepinefrina, que deriva da dopamina, produz energia excessiva, o que pode provocar insónias e perda de apetite.

O tempo da paixão demora de 6 a 48 meses, o tempo necessário para garantir descendência. Afinal, antes de tudo somos animais. Depois desse período nascem sentimentos mais estáveis e permanentes de amor, segurança e companheirismo ou não surge nada, afinal amor é algo que tem de ser alimentado ou morre.

Vou acrescentar que muitos atos de loucura, insanidade, impulsividade e por assim por diante são cometidos por amor. Porque concentramos tantas energias naquela pessoa que somos capazes de quase tudo para a manter nas nossas vidas.

Logo, já estamos a chegar a algum lado, o amor é algo perigoso.

Para além de ser viciante, envolvente e intenso, é perigoso.

É o perigo que todos queremos, apesar de nem todos terem a coragem de fato correr. Nem todas as pessoas têm coragem de se entregar á loucura por medo. De inúmeras coisas: rejeição, humilhação, de serem magoados, de não ser retribuídos, de ser um erro que os faça sofrer.

A verdade é que há erros que têm de ser cometidos e, por vezes, compensam.

Para além de tudo o que foi dito atrás, há outras provas de que o amor é como uma droga. Basta analisar para o fim de uma relação.

Quando uma relação acaba, uma em que o casal estivava apaixonado, entram em abstinência, ou seja, também há sintomas, manifestações físicas da ressaca do amor.

- Raiva

- Procura pelo parceiro

- Aumento do estado de paixão

Essa fase pode durar dias ou meses. Mas quando acaba, quando não têm qualquer contato com o parceiro segue-se

-Tristeza

- Depressão

É um processo de luto. Afinal perdeu-se a pessoa mais importante das suas vidas.
Depois vem a outra fase

- Ódio

- Total distanciamento

Depois de tudo isso pode haver procura de vingança, atos de loucura ou a pessoa segue em frente.

Tendo em conta tudo o que foi dito atrás, sinto que posso afirmar que o amor é a droga natural mais viciante que existe. Uma que em algum ponto da nossa vida vamos experimentar, que vai acabar, como tudo na vida, e depois, que remédio, seguir em frente até cairmos novamente no vício humano de amar.
Publicada por Unknown à(s) 05:43 0 comentários

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Aprender a Ler os Sinais

Imagina o cenário: Conheces alguém, aproximam-se, apaixonam-se, namoram e de repente, sem que te apercebas, o céu está a cair, vocês acabaram.

Lamento informar-te, mas não foi assim tão de repente, tu é que não soubeste ler os sinais que diziam “Estamos por um fio!” e não só não recebeste a mensagem como ainda pioraste tudo.

Pois é…

Eu acredito que se não aprendemos nada com uma relação a próxima vai ser ainda pior. Por isso mais vale pensar nas razões que levaram ao fim da relação e o que podia ter sido de forma diferente. Dai criei essa lista com os sinais que indicam que uma relação vai acabar.

Vou começar pelo básico.

- Rotina.

Uma relação começa a desfazer-se quando cai na rotina.

É aborrecido saber o que vai acontecer. Vão sair, as conversas vão ficando pequenas e aborrecidas e quando damos por nós estamos a pensar na morte da bezerra em vez de estar a viver o momento. Afinal não vamos perder nada.

Solução: Faz alguma coisa diferente, não interessa o quê, acredita. Às vezes basta mudar de cenário.

- Reclamações e exigências.

Foi ele que chegou com uma hora de atraso pela quinta vez ou ela que não fez o jantar porque saiu com as amigas. E dai resulta uma discussão e/ou uma noite com má cara. Um concurso de insultos e lista de defeitos e erros.

Solução: Bem, sinceridade e comunicação são importantes, mas à maneiras de dizer as coisas. Prefere paravas como “Eu sinto isso quando fazes isso” e evite “Tu nunca fazes isso e fazes sempre isso” e jamais diga “Tu és mesmo isso” ofender só vai levar a uma resposta defensiva e não a uma conversa produtiva.

- Proibições

Ele não pode nunca mais falar ou sequer olhar para aquela loira que por acaso é amiga dele desde os cinco anos de idade. Ela não pode chegar a casa depois das onze. Nem pensar em vestir aquela roupa que a deixa tão sexy e nem por sombras ele vai acampar com os amigos.

Solução: Se não gosta que o seu parceiro faça isso ou aquilo diga-lhe. Não ordene.

A pessoa que ama é um pessoa com vontade-própria e você tem de respeitar. Se impuser proibições não vai acabar bem.

Uma reação saudável é dizer-lhe “Não gosto que fales com aquela loira. Ela é linda e sinto-me intimidade.” Ou “Não gosto que chegues tarde a casa, fico preocupado e com um certo receio que conheças alguém.” O seu parceiro pode escolher ou não fazer-lhe a vontade, mas é positivo partilhar as suas inseguranças e com a ajuda do seu parceiro ultrapassá-las.

- As coisas que antes adorava agora detesta

Antes era adorável a forma como ele comia, agora é nojenta. Antes as piada dele tinham piada, agora são ofensivas e de mau gosto. A sua comida era deliciosa, agora prefere comida de cão. A voz engraçada que fazia ou a imitação daquele idiota era motivo para rir, agora aborrece-o e irrita.

Solução: Bem, tenho de te dizer que se agora tudo te irrita é porque alguma coisa se passa. À algum sentimento por debaixo dessa irritação. Essa irritação é um disfarce, uma capa-protetora para algum sentimento mais profundo. Talvez estejas magoado com alguma coisa, pode ser insegurança, ciúme, até inveja. Cabe a ti descobrir o que se passa, lidar com esses sentimentos e seguir em frente.

- Noites frias

Pois é, chega a uma altura em que as dores de cabeça aparecem misteriosamente ou ele está cansado de um dia de trabalho e agora é dormir cada um virado para seu lado.

Isso leva a frustrações, inseguranças, discussões, ressentimento, angústia. Uma coleção de sentimentos negativos.

Solução: Ok, isso é assim, a frequência com que um casal dorme menos um bocadinho por razões intimas e interessantes varia e depende unicamente dos desejos de ambos os membros. Se um membro do casal sente mais desejo que o outro pode-se sentir rejeitado e magoado.

Em termos de cama há muitas inseguranças. As pessoas sentem-se pressionadas para agradar, ou pressionadas para fazer, como se fosse uma obrigação em vez de verem esse ato como um ato de entrega e amor que deve ser desfrutado por ambos.

Esse é um dos assuntos que pode desgastar mais uma relação. Se não estão bem na cama isso vai-se estremecer toda a relação. Por isso mesmo não deixem que fazer amor seja o vosso calcanhar de Aquiles.

A falta de comunicação é das principais causas porque há problemas nesse departamento. Por isso, falem, sem pressões, apenas conversar sobre as suas fantasias, problemas e, é sempre bom, dizer também o que gosta no desempenho do seu parceiro.

- Mentiras

Começa com coisas pequenas. “Estou cansado. Vou dormir.” Quando na realidade vai sair com os amigos. “Não, eu não estou zangada.” quando está furiosa com o que ele fez; “Claro que não me importo.” E é claro que se importa de pagar sempre a parte dela; “Estou doente, fica para outro dia” quando só quer acabar um jogo ou está sem paciência para estar com ela.

Quando à mentiras numa relação as coisas estão mesmo mal. Mesmo que pequenas mentiras. Quando se começa a mentir ao parceiro cria-se um ciclo difícil de quebrar que destrói o respeito, confiança e lealdade para com o parceiro, para além de também ser uma prova de falta de comunicação.

Estão a ser quebrados os pilares de uma relação: Respeito, confiança, lealdade e comunicação. Sem isso, por muito amor que haja, as coisas não irão funcionar, por isso mentir ao seu parceiro é muito destrutivo.

Solução: Se mentiu ao seu parceiro assuma que o fez, demore o tempo que demorar. Não deixe esse fantasma o assombrar e destruir a sua relação. Mesmo que sinta que está a preservar a relação com essas pequenas mentirinhas está na verdade a destruir, a afastar-se e a afastar o seu parceiro.

Se mentiu para proteger o seu parceiro explique-lhe isso, se mentiu para se proteger ou porque não estava preparado para falar sobre algo admita-o. Conte a verdade e explique a razão porque mentiu.

Mentir consegue ser pior que uma traição, pois uma traição tem consequências muito elevadas, dai que haja mais garantias de que não se repita, esconder uma traição já é voltar a mentir.

A meu ver mentir só por si já é traição.

A pessoa que ama é o seu parceiro de vida, por isso seja honesto com ele, deixe-o fazer parte da sua vida ao invés de o excluir e afastar com mentiras.

- Dependência/ Carência

Se o seu parceiro anda recentemente muito carente e dependente, ele pode estar a sentir que o está a perder, que já não é amado. Pode estar desesperado por salvar a relação quando na verdade estará a destrui-la porque quanto mais carente está o seu par mais distante você ficará porque a verdade é que o comportamento do seu parceiro está fundamentada nalguma coisa, certo?

Solução: Veja o que está falhar, o que pode ter sido feito da sua parte para levar o seu parceiro a comportar-se assim, o que falhou na relação para que a sua outra metade esteja tão desesperada por atenção e carinho. É capaz de ser boa ideia falar com ele para descobrir o que se passa. O que cada um sente e que podem fazer para melhorar.

Caso seja vocês que está carente, perceba porquê.

- Desprezo

É mais comum do que pensava, mas quando começam a surgir problemas há pessoas que começam a desprezar o parceiro, a dar-lhe um tratamento de gelo, quase que a castigá-lo por as coisas não serem o mundo cor-de-rosa que era no principio e pelos erros que cometeu.

Normalmente são pessoas rancorosas que se estão a proteger de futuros erros, de futuras possibilidades de ser magoados. Mas essa atitude é das piores que se pode ter numa relação pois vai causar muito angústia e insegurança no parceiro o que só trará aos dois sofrimento.

Solução: Se o seu parceiro está a dar-lhe tratamento gelo explique-lhe que essa atitude só vos afasta e destrói o que há entre vocês. Peça-lhe para refletir sobre as razões que o levaram a afastar-se tanto, porque está a proteger-se ou a castigá-lo dessa forma. Diga-lhe como isso o faz sentir e pensem ambos no que possam ter feito para que possa ter prejudicado a relação.

Ah! Não trate o seu parceiro dessa forma. Quem ama mima, não despreza.

- Desporto

Bem, essa é engraçada. Quando uma relação está prestes a acabar as mulheres começam a praticar desporto, por exemplo, começam a correr quando durante toda a relação ficavam enroladinhas no sofá a ver tv.

Solução: Analisar a relação nos pontos a cima e tente salvar a sua relação.

- A maldição do Outono

A maior parte dos divórcios acontece depois do verão. Deve ser alguma coisa biológica. Os animais acasalam na primavera, alimentam as crias no verão e depois preocupam-se com a sua sobrevivência no Outono. Sabe-se lá.

Mas a realidade é que o verão afasta os casais.

Solução: Se algum mencionar o fim da relação acredite que tem motivos para estar aflito. Talvez seja boa ideia darem um tempo e depois tratar de investir na relação.

Outra opção é analisarem juntos a vossa relação e pensarem nas atitudes que podem mudar para terem futuro.

Por fim, também podem deixar que a natureza decida por vocês e seguirem cada um o seu caminho.

Existem mais razões para uma relação falhar, mas essas são as que conheço, se me escapou alguma depois hei-de editar esse texto.

Vou acrescentar, tendo em conta tudo o que foi dito atrás, que amar é fácil se fugimos quando as coisas complicam. No entanto, não me parece certo atirar pela janela algo tão importante e valioso.

Em suma, não se pode ganhar todas as lutas, mas isso não impede ninguém de tentar, até porque se não lutares por amor, vais lutar pelo quê? Uma casa vazia á tua espera no final do dia?!
Publicada por Unknown à(s) 14:38 0 comentários

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Vida Dá Voltas

Sabrina está a andar na rua quando vê o João ao longe.

- João!!! João!!!

Ele olha na sua direção surpreso, reconhecendo a voz que pensava estar esquecida.

- Olá. Estás bom? – Pergunta ela. – É tão bom ver-te. Já faz tanto tempo.

- Sim. É verdade. – Ainda surpreso.

- Então, está tudo bem contigo?

- Sim e contigo? – Pergunta ele com agora um toque dissimulado de tristeza.

- Bem. – Sorriu com um brilho genuíno no olhar. – Vamos beber um café. – Convidou por fim.

- Não sei se posso. Acho melhor ir andando.

- João, hoje é sábado… Tens tempo para beber um café.

Ele lá consentiu.

Sentados na esplanada que costumavam frequentar juntos. Para ela era um reencontro agradável. Para ele como se estivesse a recordar algo que nunca poderia ter de volta, o que lhe causava dor.

- Ao tempo que não vínhamos cá. Foi das coisas que tive mais saudades. Ficar contigo numa esplanada apenas a conversar.

Ele ficou em silêncio.

- O tempo fez-te bem. Estás com bom aspeto. – Disse ela. – E eu? Como estou? – Sorriu esperando resposta.

- Não estás nada mal.

- Nada mal?! Eu acho que estou melhor do que nunca. Não estou a me armar em convencida, só me sinto mesmo bem comigo mesma.

- Ainda bem. – Olhava para as pessoas em volta. Parecia distante.

- Estás a namorar? – Perguntou com um toque de receio da resposta.

- Não… e tu?

- Viúva. – Olhou a aliança do marido num colar ao pescoço e ele reparou que ela também usava uma aliança.

- Lamento. Nem sabia que te tinhas casado.

- Íamos fazer dois anos de casados. Dois anos num casamento parece tão pouco e ao mesmo tempo parece toda a minha vida.

- Acredito.

Fez-se silêncio.

- Faz amanhã seis meses que ele morreu. Acho que isso merece um brinde.

- Um brinde?

- Sim. Quero brindar ao melhor homem que tive a honra de conhecer, a sorte de casar e que me deu o privilégio de ser mãe. Um Brinde ao Nuno e ao Daniel. Não achas que tenho razões para brindar? – Não esperou pela resposta e mandou trazer dois shots.

- Tens filhos?

- Estava grávida quando soube da morte do Nuno. Entrei em trabalho de parto prematuramente e os órgãos dele não estavam suficientemente desenvolvidos. Mesmo assim chamei-o de Daniel e fui mãe por um dia.

- Isso deve ter sido horrível.

- E foi. Chorei de uma forma que nunca tinha chorado na vida. Os pais do Nuno pensaram em internar-me, mas pedi-lhe para ficar na casa deles, a dormir na cama de solteiro dele por uns tempos.

Passada uma semana a chorar, sai da cama, tomei duche, obriguei-me a comer como deve ser, limpei a casa da minha sogra e quando ela chegou a casa à noite tinha o jantar à sua espera e a sua nora de volta.

O Nuno não ia deixar-me desistir. Se ele soubesse que ia morrer e tivesse a oportunidade de me pedir uma última coisa ela me ia pedir para viver, para aprender a ser feliz sem ele.

- Tornaste-te uma mulher incrível.

- Há golpes que a vida nos dá que nos obrigam a ser fortes, mas fortes do que alguma vez imaginamos vir a ter de ser.

- É verdade.

- Então? Que fazes da vida agora?

- Trabalho.

- Em quê?

- Sou arquiteto.

- A sério? Nunca imaginei.

- A vida dá voltas.

- Lá isso dá…

- Tenho o meu carro de sonho, mas soa a tão ridículo dizer que o que tenho de mais precioso é um carro depois de te ouvir.

- De me ouvir? Que me lembre ainda tens família. Eu perdi recentemente a minha.

- Cala-te. Tiveste tudo aquilo com que sonhaste.

- E perdi tudo. Um cego não pode ter saudades de ver se nunca viu na vida. Mas tirar a visão a alguém que já viu todas as cores, formas e sombras, isso sim, é duro.

- E quem me garante que não sou despedido amanhã?

- Podes sempre arranjar outro emprego. Eu perdi as cores. Mas até que tens razão, tem um lado positivo. Eu amei, fui mãe, tive a família perfeita, fui a pessoa mais feliz á face do planeta e ninguém me pode tirar essas memórias.

- Exato.

- E pensar que à cinco anos atrás estivemos nessa mesma esplanada a sonhar com a possibilidade de virmos a ser uma família; Há sonhos que nunca vão passar de sonhos.

- Não digas nunca. Olha que a vida dá voltas...
Publicada por Unknown à(s) 15:47 0 comentários
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