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Eterna Mortal

As palavras escritas são eternas, os seus autores, por outro lado, são meros mortais. Sendo eu mortal e minhas palavras eternas, que eu seja "Eterna Mortal".

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Pudesses Ler Meus Pensamentos


Pudesses ler meus pensamentos e ouvirias minhas lágrimas falar de meus pecados. 

Ouvirias saudade

Ouvirias remorços

Ouvirias segredos

Ouvirias verdades

Ouvirias coisas que me faltam palavras e coragem para pronuciar.

Ouvirias a crueldade por debaixo do sorriso doce

Ouvirias os gritos dos meus murmúrios

Ouvirias o fogo que me queima o interior

Sentirias como é forte a chama ocultada pelo gelo da minha pele

Ouvirias o eco que se repete no vazio do meu peito

Saberias a causa de tal vazio

Um vazio que é segredo para mim própria

Um vazio demasiado cheio de passado

E já cansado do futuro

Ouvirias um ódio que nego a mim mesma sentir

Ouvirias certezas

Ouvirias  dúvidas

Ouvirias ambas sobre temas iguais

Ouvirias meus dilemas e paradoxos e saberias a causa da minha exaustão

Ouvirias o pulsar irregular que lateja em mim

Ouvirias tanta coisa e tanta coisa ficaria por ouvir

Afinal há coisas que não me ouço pensar

Coisas que são sufocadas ao primeiro respirar sem terem chance de asas ganhar
Publicada por Unknown à(s) 12:45 0 comentários

terça-feira, 1 de maio de 2012

Achas Que Te Esqueci?

Não! Eu não te esqueci.

Nunca esqueci ninguém que me marcasse e tu não és excessão.

Sei que não tomarás conhecimento de uma só palavra que aqui escrevo e, no entanto, aqui estou escrevendo para ti, para mim, para ninguém e para quem quiser...

Oh amiga... Falhaste-me uma vez e nunca te perdoei por tamanha falta.

Falhei-te duas vezes e nunca saberás o tamanho de tal falha.

São em dias como este que sinto saudades da tua amizade. Não que espere tê-la de volta, nem quero embora sua falta seja sentida. Não a mereço e para merecer iria causar estragos que não quero cometer.

O erro foi meu e não teu. Que pague por ele o preço que pago pois esse consigo pagar.

Nada especifico tenho a dizer a não ser que o tempo passa e que as pessoas vão, mas não sem deixar marcas e essas permanecem connosco para sempre.

Quando me falas não sei o que procuras, mas sei que procuras algo. E o que te parece ser minha maldade é na verdade prova de minha bondade. Maldade é ter razões para te dever a bondade do meu silêncio. Maldade é a verdade existir e não ser do teu conhecimento.

Oh amiga... O tempo passa e a cada passo que dou estou um passo mais longe da verdade ou um passo mais perto de a conheceres. E apesar de suas consequências desejo a segunda mais que a primeira.

Soubesses ao menos o remorso dos meus atos e terias compaixão.

Soubesses ao menos que por minha vontade não te seria ocultada uma só palavra e tantas te oculto eu própria na esperança de tais palavras te serem entregues por quem tas deve mais que eu.

Esperaça vã a minha. Vã e inocente ao acreditar que tal criatura teria tamanha decência.

Soubesses tanta coisa e tanta coisa seria diferente.

Soubesse eu o que sei nos dias que correm e os dias que se passaram teriam outro curso.

Tanto que podeia ter sido e tão pouco que é.

É apenas fachada e ilusão e és parte da palhaçada.

Há uma expressão que diz "Adoro saber a verdade e fingir que não a conheço só para saber até que ponto o palhaço consegue representar."

A verdade é que um dos palhaços pode acabar com toda a incenação e, no entanto, julgam-no um simples figurante.

 Lamentável como na vida real os papéis não são tão fáceis de controlar como num guião de papel.

Lamentável como somos capazes de confiar cegamente em pessoas que nunca foram dignas de nossa confiança.

Lamentável como um dia podes perceber que também tu já foste essa pessoa.

Lamentável como eu assisti de camarote a tal reviravolta de personagem. E o palhaço pelo qual aplaudia com entusiasmo é o vilão que uivo com repugnância.

Sim! É lamentável.

Paguei bilhetes para uma peça que nem sabia que ia estrear.

Oh amiga... Tu que representas com tanta dedicação cada cena como se já não eu soubesse toda a história por de trás dos sorrisos, das falas, das danças previamente ensaiadas na tua mente.

Oh amiga... Soubesses tu que sei mais da história que vives que tu própria e perderias toda a vontade de representar uma bela história de amor onde há apenas uma terrivel história da vida real.

Sim! É lamentável.

É lamentável que todos assistam a essa peça e, ao contrários dos filmes, não há ninguém para gritar: Corta!








Publicada por Unknown à(s) 07:16 0 comentários
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