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Eterna Mortal

As palavras escritas são eternas, os seus autores, por outro lado, são meros mortais. Sendo eu mortal e minhas palavras eternas, que eu seja "Eterna Mortal".

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Invisível Era a Minha Cor


Invisivel era a minha cor
Muda a minha voz
Surda a minha razão
Ignorada a opinião
Fui criança abandonada na sua solidão
Apenas acompanhada por um suspiro na imensidão
Ombros pesados
Ouvidos carregados
Desabafos ouvidos
Jamais partilhados
Criança que ofereceu colo
Sem colo que a embalasse
Saciada sede nas próprias lágrimas
Alimentada da minha dor
Só conhecendo uma cor
Cinzenta era a luz que relúxia ao longe
Negra a luz que brilhava sobre mim
Veneno me entrava pelos ouvidos
Lágrimas rolavam em tom de passeio pelo meu rosto
Casa sem pilares que fui
Telhado pesado que segurei
O cuco tocou uma e duas e mais talvez
Cresci uma e outra vez
Centimetros e anos foram alicerces da mansão
Em que não habito mas está em construção
Inverno, Outono e até Verão
Trouxeram cor e calor a criança de outrora
Uma qualquer
Essa é a história da criança agora mulher
Publicada por Unknown à(s) 15:30 1 comentários

Aprendi


Ser forte é cair, ferir-se e apesar da dor voltar a por-se de pé.


Ser forte não é aguentar todas as lágrimas, todas as mágoas, todas as dores e angústias até não restar espaço para um único gole de ar.


Ser forte é admitir a si mesmo que dói, permitir-se sentir essa dor e abrir mão dela ou torná-la em força, em motivação para fazer melhor.




Aprendi com a vida que ser forte não é sorrir com a alma destroçada, é lutar entre lágrimas para reconstruí-la.

Publicada por Unknown à(s) 14:43 0 comentários

terça-feira, 26 de junho de 2012

Fizeste-me Acreditar


Fizeste-me acreditar em finais felizes
E estou aqui
Embalada ao vento

Tudo o que me restam são memórias
Dos sonhos que nunca vivi
Tudo o que me resta é nostalgia
Dos sorrisos que não sorri.

Toco as paredes do palácio em que cresci
Construidos de cimento e lágrimas da princesa que nunca fui

Aprecio a paisagem pela janela
Cada centimetro dela uma miragem que desvanece quando abro os olhos

Fizeste-me acreditar em finais felizes
E aqui estou
Embalada ao frio

Tudo o que me resta são sandálias
Dos pés descalços que possuo

O príncipe nunca apareceu com o sapatinho de cristal
Veio antes a manhã com um pontapé no traseiro
Pontapé dado pela sua majestosa bota chamada realidade

Pobre ilusão plantaste em meu coração

Fizeste-me acreditar em finais felizes
E aqui estou
Desamparada à chuva 
Publicada por Unknown à(s) 07:24 0 comentários

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Vestigios


Vestigios do que podia ter sido e não será
Desenhos na areia apagados pelo mar
Sombras escondidas pela luz do Sol
Vestigios de quem podia ter sido e não serei
Planos e sonhos que podia ter feito e não farei
Verdades e mentiras que podia ter vivido
Desilusões e alegrias que podia ter passado
E nada disso irei viver
Fico aqui, presa a um passado que não volta e a um futuro que não vem
Olho para atrás e olho além
Dou um passo atrás e um passo à frente e não saí do mesmo lugar
Caminhei um trilho que a lado nenhum me levou
Corri e corri por florestas e matas
Corri em direção a nada e a nada cheguei
No fim estou no princípio
E o princípio é o fim
O fim de nada
O fim de tudo
Publicada por Unknown à(s) 15:23 0 comentários

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Pudesses Ler Meus Pensamentos


Pudesses ler meus pensamentos e ouvirias minhas lágrimas falar de meus pecados. 

Ouvirias saudade

Ouvirias remorços

Ouvirias segredos

Ouvirias verdades

Ouvirias coisas que me faltam palavras e coragem para pronuciar.

Ouvirias a crueldade por debaixo do sorriso doce

Ouvirias os gritos dos meus murmúrios

Ouvirias o fogo que me queima o interior

Sentirias como é forte a chama ocultada pelo gelo da minha pele

Ouvirias o eco que se repete no vazio do meu peito

Saberias a causa de tal vazio

Um vazio que é segredo para mim própria

Um vazio demasiado cheio de passado

E já cansado do futuro

Ouvirias um ódio que nego a mim mesma sentir

Ouvirias certezas

Ouvirias  dúvidas

Ouvirias ambas sobre temas iguais

Ouvirias meus dilemas e paradoxos e saberias a causa da minha exaustão

Ouvirias o pulsar irregular que lateja em mim

Ouvirias tanta coisa e tanta coisa ficaria por ouvir

Afinal há coisas que não me ouço pensar

Coisas que são sufocadas ao primeiro respirar sem terem chance de asas ganhar
Publicada por Unknown à(s) 12:45 0 comentários

terça-feira, 1 de maio de 2012

Achas Que Te Esqueci?

Não! Eu não te esqueci.

Nunca esqueci ninguém que me marcasse e tu não és excessão.

Sei que não tomarás conhecimento de uma só palavra que aqui escrevo e, no entanto, aqui estou escrevendo para ti, para mim, para ninguém e para quem quiser...

Oh amiga... Falhaste-me uma vez e nunca te perdoei por tamanha falta.

Falhei-te duas vezes e nunca saberás o tamanho de tal falha.

São em dias como este que sinto saudades da tua amizade. Não que espere tê-la de volta, nem quero embora sua falta seja sentida. Não a mereço e para merecer iria causar estragos que não quero cometer.

O erro foi meu e não teu. Que pague por ele o preço que pago pois esse consigo pagar.

Nada especifico tenho a dizer a não ser que o tempo passa e que as pessoas vão, mas não sem deixar marcas e essas permanecem connosco para sempre.

Quando me falas não sei o que procuras, mas sei que procuras algo. E o que te parece ser minha maldade é na verdade prova de minha bondade. Maldade é ter razões para te dever a bondade do meu silêncio. Maldade é a verdade existir e não ser do teu conhecimento.

Oh amiga... O tempo passa e a cada passo que dou estou um passo mais longe da verdade ou um passo mais perto de a conheceres. E apesar de suas consequências desejo a segunda mais que a primeira.

Soubesses ao menos o remorso dos meus atos e terias compaixão.

Soubesses ao menos que por minha vontade não te seria ocultada uma só palavra e tantas te oculto eu própria na esperança de tais palavras te serem entregues por quem tas deve mais que eu.

Esperaça vã a minha. Vã e inocente ao acreditar que tal criatura teria tamanha decência.

Soubesses tanta coisa e tanta coisa seria diferente.

Soubesse eu o que sei nos dias que correm e os dias que se passaram teriam outro curso.

Tanto que podeia ter sido e tão pouco que é.

É apenas fachada e ilusão e és parte da palhaçada.

Há uma expressão que diz "Adoro saber a verdade e fingir que não a conheço só para saber até que ponto o palhaço consegue representar."

A verdade é que um dos palhaços pode acabar com toda a incenação e, no entanto, julgam-no um simples figurante.

 Lamentável como na vida real os papéis não são tão fáceis de controlar como num guião de papel.

Lamentável como somos capazes de confiar cegamente em pessoas que nunca foram dignas de nossa confiança.

Lamentável como um dia podes perceber que também tu já foste essa pessoa.

Lamentável como eu assisti de camarote a tal reviravolta de personagem. E o palhaço pelo qual aplaudia com entusiasmo é o vilão que uivo com repugnância.

Sim! É lamentável.

Paguei bilhetes para uma peça que nem sabia que ia estrear.

Oh amiga... Tu que representas com tanta dedicação cada cena como se já não eu soubesse toda a história por de trás dos sorrisos, das falas, das danças previamente ensaiadas na tua mente.

Oh amiga... Soubesses tu que sei mais da história que vives que tu própria e perderias toda a vontade de representar uma bela história de amor onde há apenas uma terrivel história da vida real.

Sim! É lamentável.

É lamentável que todos assistam a essa peça e, ao contrários dos filmes, não há ninguém para gritar: Corta!








Publicada por Unknown à(s) 07:16 0 comentários

terça-feira, 17 de abril de 2012

Quanto Mais Temos Mais Desejamos

Quanto mais temos mais desejamos.
Quanto mais desejamos mais nos falta.
Logo, quanto mais temos mais nos falta.

É humano.

É humano crer comprar.
É humano crer possuir.
É humano crer alimentar o ego e ignorar o espírito.

Não concordas com as minhas palavras?
Não faz mal.
Mas pensa nisso.

A felicidade é tão simples.
E nós tão complicados.

Felicidade é tão simples como respirar.
Ser humano é tão complexo como sonhar.

"O sofrimento acaba quando o desejo acaba."
Disse Buda.

Porque parece tão simples quando sei que é tão difícil?

Ah!
É porque disse que a felicidade é simples.E é, depois de a alcançarmos. Depois de nos tornarmos criaturas mais simples.
Tornamo-nos simples quando aceitamos que somos nós a parede que nos separa da felicidade. Pois felicidade não se deseja, felicidade sente-se. Sinto-a nesse preciso momento ao ouvir o som do teclado, ao ouvir-me murmurar cada palavra que escrevo e deixo a minha mente fluir nessa folha em branco.

Confundimos felicidade com muitas outras coisas. Amor, prazer, euforia, nostalgia... No entanto,felicidade é o mesmo que perfeição. É o segundo que acabou de passar. Outro virá e já se foi.

Já amei e fui amada e sofri, tal como já sofreste por amor. Portanto, como te iludes a chamar amor de felicidade?

Já senti prazer, senti-o ainda à horas atrás a deliciar-me com um chocolate. E no entanto, sentia o mesmo prazer quando estava infeliz. Logo, porque confundimos as duas se existem independentemente uma da outra?

Já senti euforia e nostalgia e toda e qualquer definição que tenhas para felicidade e não o era. Não o fui por muito tempo até o ser. E agora que o sou sei.

Sei com convição que felicidade é um objetivo não um desejo. Felicidade é o derradeiro alimento para o espírito e por isso afirmo que já morri de fome e agora estou com a fome saciada.

Para terminar essa breve reflexão ou grande definição, resta-me apenas dizer que sim, quanto mais temos mais nos falta. E posso provar-to de forma tão simples ao dizer apenas que quem menos tem, menos lhe falta. Ao que tem sede apenas falta água. Ao que tem fome apenas falta comida. E a ti? Quanto te falta?
Publicada por Unknown à(s) 09:02 1 comentários
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